• SONOSCULTURA – À PROCURA DO SOM PERDIDO

    On: 11/26/2009
    In: Residências
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    À Procura do Som Perdido, é um laboratório sonoro de criação musical sonora Ouvir-Vêr Ouvir que procura a melhor ligação de carácter visual sonoro no concerto performativo, ajustando-lhe novos sons e tons, oferecendo um contexto composicional de DESconstrusom e REconstrusom nunca atingindo uma forma final, evoluindo e desenvolvendo-se cada vez que é executada.

    Neste laboratório (auditório, sala ensaios, anfiteatro….) estão posicionadas diversas esculturas sonoras instrumentos fazedores de sons e tons, pertença do artista, construídas através do aproveitamento de objectos normalmente considerados lixo, entre outros estranhos objectos sonoros, alunos do ensino secundário, estudantes de música do secundário ou conservatório, serão reunidos de modo a desenvolverem cumplicidades / discursos / experiências sonoras, que irão no final deste processo de trabalho culminar na criação de uma orquestra intitulada Workestrasomperdida a ser workestrada / apresentada ao público.

    Este projecto procura explorar a dinâmica como objecto principal no som, trabalhando assim variações de velocidade, de intensidade e de timbre, e motivar os participantes para o desenvolvimento da sensibilidade sonora, do sentido crítico para a mudança de atitudes e de valores sobre o espaço envolvente.  A proposta do artista é o preenchimento da performance de Acção Directa na incessante procura do som perdido… que se espera não encontrar.

    João Ricardo de Barros Oliveira

    Natural de Viana do Castelo, trabalha entre Portugal e Alemanha, Berlim, onde centraliza o desenvolvimento da sua actividade de músico-escultor sonoro. Dedica-se predominantemente à criação de novos sons instrumentais. A dimensão da sua obra chega desde esculturas até à concepção de novos instrumentos musicais e objectos sonoros, construídos a partir de objectos recuperados do lixo. A criação de objectos esculturais capazes de produzir sons com identidade própria, que nunca estão prontos e evoluem sempre para novas e inusitadas sonoridades, a partir de “objects trouvés“ tem sido a sua cruzada de mais de década e meia de experimentação estética e sonora. O ensaio de novas linguagens sonoras num projecto que se alia à escultura e à transformação do lixo em arte sonora.

    Colaborou com diversos artistas portugueses e estrangeiros, participou em numerosos festivais internacionais de música, dirigiu “workshops“ para crianças e seniores sobre construção de instrumentos a partir do lixo, apresentou a sua música na rádio e televisão na Noruega, Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Áustria e nos E.U.A compôs música para filmes de Anna Hoegh Krohn, no qual também actuou como protagonista.

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  • RESIDÊNCIA CRIATIVA TEATRO DO VESTIDO

    On: 10/13/2009
    In: Residências
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    ELES NÃO TÊM CASA
    Apresentação informal de materiais referentes à criação do espectáculo Nómadas.

    Oficinas do Convento – Convento de São Francisco, Montemor-o-Novo
    17 Outubro, 22h – entrada livre

    Fragmentos para uma introdução:
    Primeiro eram só elas. Eram três e três autoras e as autoras ficaram pelo caminho, mas elas ficaram ali, de candeeiros em punho, “chamo-me Marina, Chamo-me Margaret, chamo-me Elizabeth”.
    Havia um nome: porque na noite terrena sou mais fiel que um cão.
    Este nome foi para nós até ao fim, também, um mistério.

    Depois chegaram eles.
    De diversos cantos e lugares.
    E o projecto deles tem o nome de Nómadas.
    É mais claro, mas ainda não totalmente, também.
    Que fazemos nós aqui, nesta praia deserta aonde demos à costa, sem documentos, sem morada certa para onde enviar a correspondência, sem ti. Onde foi que nos perdemos uns dos outros e acabámos sozinhos a contar histórias acerca dos nossos pais?
    Queremos largar estes autores nalgum canto, antes que eles nos larguem a nós.

    Fragmentos para um esboço:
    Nómadas é um projecto para três criadores a partir do universo de três autores: Malcolm Lowry, Paul Bowles e Thomas Pynchon.
    Gonçalo Alegria, Milton Lopes e Pedro Caeiro são os investigadores, criadores, compositores disto tudo. Joana Craveiro orquestra as tarefas, a estruturas e os processos. Raimundo Cosme, assiste com o seu olho perscrutador e traz coisas anotadas em cadernos, nuns gatafunhos que nenhum de nós consegue ler. Sandra Carneiro, a mais calma de nós todos, produz. E a ZDB é cúmplice de tudo isto.
    Este acto estranho de mergulhar no universo nómada destes autores e fazer com isso um manifesto poético-patético acerca de assuntos do mundo de hoje, de ontem, teorias da conspiração, a história dos nossos pais, o nosso curriculum, o sistema dos correios, Marraquexe, Taprobana, o Bairro da Copalm, Londres naquele dia, o rapaz do Ruanda, o Fred Astaire, as pessoas de cujo nome já nos esquecemos, mas que nos ajudaram naquele dia tão difícil.
    Longe deles, longe daqui.

    Ainda estamos a caminho. Por favor esperem por nós.

    “A sensação inenarrável, inconcebivelmente desolada de não ter o direito de estar onde se está; as vagas da inesgotável angústia perseguidos pelo insaciável albatroz do eu.
    Há um albatroz, de facto.” (Malcolm Lowry)

    Fragmentos para uma apresentação informal de materiais:

    No seguimento das nossas pesquisas dramatúrgicas, seleccionámos como tema de criação para o ano de 2009 o trabalho a partir de alguns autores literários cujos universos nos permitem falar de questões para nós prementes: as relações humanas, a política e a ideologia, as fraquezas interiores, o amor, a utilização da autobiografia na procura de uma reflexão sobre o universal, o comum partilhado – e, como súmula, os actos de partir e de ficar.
    O projecto divide-se em duas criações. Seleccionámos seis autores – três mulheres e três homens – que dividimos por três actrizes e três actores, respectivamente. Dois espectáculos diferentes percorridos pela inquietação de saber como transpor para a cena universos poéticos e literários de uma riqueza e vastidão incalculáveis. É proposto a cada um dos actores o trabalho sobre o universo específico de um dos autores, e a construção de um universo pessoal que seja a resposta a esse autor.
    Num registo que oscila entre o ficcional e o autobiográfico, entre a narrativa e a teatralidade, o projecto Nómadas é o espelho invertido, masculino, do projecto Porque na Noite Terrena Sou Mais Fiel que um Cão, que o antecede. Um sem o outro para nós não faria sentido. Ao romantismo exacerbado que o título Porque na Noite Terrena Sou Mais Fiel que um Cão evoca, contrapomos a frieza do nomadismo, a ausência de compromisso que implica, e, de certa forma, e não por acaso, uma certa ausência de fidelidade.

    Nesta residência de criação do Nómadas nas Oficinas do Convento, à semelhança do que tinhamos feito para Porque na Noite Terrena… chegamos com pouca coisa na bagagem. Nomeadamente, com os materiais criados ao longo de três semanas de laboratório na ZDB, em Lisboa. Fragmentos, perguntas, curiosidades. Foi pegando nessas pistas soltas que iniciámos o dia #1 desta residência.

    Estamos de momento a fazer o material dialogar, colocando-o em simultâneo, sobrepondo-o também, de alguma forma operando mudanças sobre as fontes. Vamos continuar ao longo da semana a trabalhar para agarrar e aprofundar cada uma das pistas, construirmos uma possível primeira estrutura, e darmos os nós nalgumas pontas soltas.

    A apresentação informal de materiais do Nómadas irá desenhar-se a partir do modelo que temos usado nestes laboratórios: um desfile de fragmentos de ideias e propostas, que procuram encontrar o seu sentido na acumulação e na dúvida. E esta é uma oportunidade de abrirmos as portas do nosso processo àqueles que desejem partilhar de um momento intermédio na criação do nosso projecto. Apesar da sensação de inacabado que estes momentos em progresso inevitavelmente convocam, sentimos que esta partilha pode ser importante para ambas as partes, e esperamos que as nossas pesquisas ressoem nos imaginários daqueles que, como nós, também por vezes não têm casa.

    O espectáculo Nómadas irá estrear dia 9 de Dezembro, no NegócioZDB.

    Projecto de Residência e Apresentação
    Direcção:
    Joana Craveiro
    Co-Criação/Interpretação: Gonçalo Alegria, Milton Lopes, Pedro Caeiro
    Assistência de Direcção: Raimundo Cosme
    Produção Executiva: Sandra Carneiro

    Co-Produção: Camâra Municipal de Montemor-o-Novo/Oficinas do Convento, Zé dos Bois.
    Projecto financiado: Ministério da Cultura/DGArtes

    Apoio: Fnac, Rádio Europa

    Informações/Reservas:
    Oficinas do Convento

    +351 266 899 824
    oc@oficinasdoconvento.com
    oficinasdoconvento.com

    TdV
    +351 918 388 878
    geral@teatrodovestido.org
    teatrodovestido.org

    Eles-não-têm-casa + informação
  • RESULTADO DO CONCURSO | BOLSAS DE RESIDÊNCIAS “Da Terra e do AR”

    On: 10/07/2009
    In: Residências
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    No dia 5 de Setembro de 2009, reuniu-se  pelas 10h na sede da Associação Oficinas do Convento o júri de avaliação e selecção das candidaturas às Bolsas de Residência da Terra e do Ar, composto pelos seguintes elementos: Tiago Fróis Dias da Silva – escultor – presidente da Associação; Virgínia Fróis – escultora; João Miguel Marques  – Vereador da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo.

    As áreas de Música e Poesia Visual e Design foram previamente avaliadas por parecer pelos menbros do júri ,Nuno Rebelo – músico ; Américo Rodrigues – Poeta Performer e Ana Thudichum Vasconcelos – Designer.

    O Fotógrafo José Manuel Rodrigues. não esteve presente no Júri, pelo motivo de não ter sido apresentada candidatura na área da Fotografia.

    Acta do concurso da Terra e do Ar (896) + informação
  • REABERTURA DO CONCURSO | BOLSAS DE RESIDÊNCIAS “Da Terra e do AR”

    On: 10/07/2009
    In: Residências
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    Bolsas de Residência “Da Terra e do AR”

    Bolsas de Residências
    Oficinas do Convento
    2009/2010

    De Acordo com a decisão do júri do concurso, decidiu-se proceder à reabertura de concurso nas áreas da Fotografia, Escultura e Design devendo as propostas contemplar como recurso tecnológico o emprego de técnicas da cestaria e/ou cerâmica de baixa temperatura e com recurso a materiais endémicos.

    Regulamento do concurso da Terra e do Ar (1244) + informação
  • SONOSCULTURA

    On: 09/18/2009
    In: Residências
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    19 a 24 de Outubro de 2009 | das 10H às 13H e das 15H às 18H.
    oficinas do convento, Montemor-o-Novo
    SONOSCULTURA , Workshop

    Oficinas-Abertas,-Sonoescultura-vasco-pimentel-e-joaquim-pinto


    OBJECTIVOS

    Informar e treinar os participantes na arte e técnica da gravação e reprodução de som autónomo, de forma a que os conhecimentos e aptidões adquiridas lhes permitam realizar gravações de melhor qualidade para os seus projectos. O workshop proporcionará treino prático na operação dos equipamentos, com exercícios que permitirão a familiarização com os métodos de trabalho associados. Complementarmente, serão dadas informações específicas sobre as profissões ligadas à captação de som autónomo. No espaço do workshop, os participantes desenvolverão projectos específicos, assegurando a sua captação, montagem e a organização dos dispositivos de reprodução. Dado o carácter aberto da formação, os projectos podem ser de cariz musical, de organização de paisagens sonoras, ou mesmo incluírem componentes áudio visuais. Ao contrário das tendências actuais na gravação de música “pop” e “electrónica”, em que os instrumentos são captados de forma simples ou gerados directamente por métodos electrónicos e posteriormente manipulados sinteticamente de forma a criar o efeito desejado, os projectos deverão partir de objectos sonoros e acústicas reais, tendo em atenção a sua complexidade e traduzindo-a criativamente.

    As temáticas principais a serem abordadas são:

    * Introdução à história da gravação sonora, com ênfase na gravação em fita magnética e as diferenças entre esta e a gravação digital. Serão descritas as vantagens e desvantagens, analisadas as soluções mais práticas e efectuados exercícios. Serão apresentados os princípios básicos do áudio digital e da gravação digital.
    * Análise dos equipamentos e técnicas utilizados na captação de som directo, em contraste com a gravação musical em estúdio. Todos os equipamentos serão descritos em detalhe e serão efectuados exercícios práticos. Será dada especial ênfase às técnicas de utilização de perche e colocação de microfones em relação aos espaços sonoros. Introdução aos diferentes métodos de interpretação coerente dos objectos sonoros (mono, estéreo e surround).
    * Análise e construção de bandas sonoras e de como as gravações de som são montadas na pós-produção, e os requisitos técnicos e artísticos necessários para que as diferentes gravações sonoras possam ser facilmente integradas nesse processo. Os diferentes tipos de sons que são necessários e devem ser gravados. Desenvolvimento do conceito de “bom som” em oposição a “mau som”, quer técnica quer artisticamente. Serão analisadas diversas gravações de referência e visionados filmes e bandas sonoras.


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    + Ficha de Inscrição

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