• CENTRO MUTÁVEL

    On: 09/20/2021
    In: Conversas, Exposições, OCT, Oficinas, Projectos
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    O projecto Centro Mutávelum ciclo de workshops ministrados por artistas convidad@s, conversas com especialistas de áreas diversas e uma exposição, tudo a acontecer no biénio 2021/2022 em Montemor-o-Novo e Lisboa.

     

    Artistas convidad@s:

    Ana Cardoso

    Armanda Duarte

    Belén Uriel 

    Guarda Rios

    Inês Teles 

    Os Espacialistas

    Ricardo Jacinto

     

    O projecto é uma iniciativa Oficinas do Convento – Associação Cultural de Arte e Comunicação, estrutura financiada por Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e DgArtes, em co-produção com Vicarte- Vidro e Cerâmica para Artes, a Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa.

    Os curadores do projeto são os artistas e investigadores João Rolaça e Margarida Alves, doutorandos em Escultura da Faculdade de Belas Artes e membros Vicarte.

     

    @s Artistas foram convidados a desenvolver um workshop, utilizando os espaços e recursos da Oficinas do Convento e da Vicarte, numa partilha do seu processo criativo com @s participantes, de forma a abordar de forma expandida o tema central deste projecto – uma ideia mutável de centro, que pode ser observada por várias perspectivas e pontos de vista críticos e conceptuais:

     

    1. a) geométricos, onde o Centro se afasta da equidistância imutável e assume uma oscilação inerente à natureza poiética da matéria;
    2. b) atómicos, nos quais as partículas ínfimas se expressam através de uma condição corpuscular e ondulatória, inferindo-se a presença, o Centro da existência, através da sua ausência, do rasto das suas acções;
    3. c) heterotópicos, onde diferentes espaços (reais ou imaginários) nos habitam; 
    4. d) culturais, nos quais os grandes pólos têm o potencial de se deslocalizar e expandir; 
    5. e) geográficos, incidindo-se em reflexões acerca do território e do lugar; 
    6. f) existenciais, nos quais o Centro do Ser decorre da consciencialização do(s) sentido(s) que o mesmo dá à sua vida; 
    7. g) metafísicos, onde o princípio ontológico se desdobra numa natureza sensível e num envolvimento supra-sensível, transcendente, que permeia e constitui o Ser.

     

    Os workshops vão acontecer em vários lugares e ambientes de Montemor-o-Novo entre Maio e Outubro de 2021, e duram entre 1 a 5 dias, mediante decisão d@ artista.

     

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    OLHO NO DEDO – Inês Teles

    4 e 5 de Setembro 2021

    Para “colapsar a distância que separa o observador do local de experiência óptica”1, realizamos neste workshop um conjunto de experiências que procuram incluir o movimento, a mão e o olho na criação de um objecto artístico.

    Após uma visita ao rio Almansor, usaremos a referência da água como superfície refletora, instável e amorfa que, tal como uma lente, distorce a realidade e permite criar instrumentos mediadores da experiência visual. Durante as duas sessões, teremos acesso a objectos de vidro, formas côncavas e assimétricas que funcionarão como contentores de água. Estas formas serão usadas para construir dispositivos de captação de imagem, recorrendo também a outros materiais, como pigmentos naturais (coloração da água), tilose (densidade líquida), objetos/estruturas  (inclinação, derrame e equilíbrio/contenção da água).

    Os exercícios práticos focam-se na observação e procura de imagens que permitem criar e experimentar outros processos criativos – desenhos, aguarelas, papel marmorizado, vídeos, performance, fotografia, land art, etc.

    Referência Bibliográfica:

    1 – Jonathan Crary, Técnicas do Observador, tradução Nuno Quintas, Edição Orpheu Negro, 2017, p. 216.

    Locais: Rio Almansor e Oficinas da Cerâmica e da Terra 

    Horário: 10h-18h (2 dias)

    Lotação: 12 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    90€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

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    AMBIENTE FLUTUANTE – Ana Cardoso

    18 de Setembro 2021 (online) | 25 de Setembro 2021 

    Pensamos o legado conceptual de Sol LeWitt enquanto exploramos a relação entre pictórico e virtual através da composição de uma pintura sobre cerâmica. O azulejo é em si um módulo, ou um pixel, e um painel de azulejos forma uma imagem mutável, passível de ser reconfigurada indefinidamente.

    Neste workshop, vamos definir um conjunto de parâmetros, um alfabeto de gestos e sensações para criar uma obra colaborativa: um painel de azulejos pintados à mão a partir da reinterpretação de Wall Drawing #122 (1972) – um desenho com instruções de Sol LeWitt. As instruções propõem a execução de um desenho (sobre a totalidade duma parede, de escala arquitectónica), e apresentam pares de quatro tipos de linhas — rectas, onduladas, arqueadas e tracejadas — que se cruzam a partir dos cantos ou lados dos quadrados que ocupam em todas as 190 possíveis combinações dentro de uma grelha regular.

    Num encontro preliminar e online, Ana Cardoso faz uma introdução à sua Obra e à de LeWitt e propõe alguns exercícios, reflexões e leituras aos participantes. Na sessão presencial aplicam-se as ideias e executa-se a pintura sobre azulejo.

    AMBIENTE FLUTUANTE será concluído com a instalação da peça colaborativa num espaço público da cidade de Montemor-o-Novo.

    AMBIENTE FLUTUANTE acontece em duas sessões:

    18 de Setembro (online) 14h-15:30h

    25 de Setembro nas Oficinas da Cerâmica e da Terra, em Montemor-o-Novo, 10h – 16h (almoço 13h-14h)

    Lotação: 9 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    65€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

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    PROCURA-SE CASA – Os Espacialistas

    18 e 19 de Setembro 2021

    As casas nascem, crescem, vivem, reproduzem(-nos), envelhecem e morrem como nós. Visitam-se umas às outras através dos sonhos e das memórias de quem se demora nelas.

    Têm corpo. São corpo. São o v/entre doméstico da vida e da morte. São sopros i/materiais. São a resposta poética do corpo às contingências i/morais da natureza. Têm de ser r/existência. São máquinas ontológicas de re/produção de desejo e afectos. Têm chaminés e lar/eiras de tijolo. São “tomadas” de hesitação e consciência.

    Conscientes de que uma casa é o reflexo fisiológico das necessidades reais e imaginárias do corpo humano, Os Espacialistas partem em direcção ao espaço à procura de casa, à procura do lugar do corpo que faz casa, do lugar do corpo que é casa, da casa anatómica amassada do corpo.

    Entre corpos e casas, a partir das palavras e das coisas que nos entornam vamos esgotar todas as possibilidades de errar, esvaziar, falhar, hesitar, ligar e reparar cada vez melhor n/as casas invisíveis que nos envolvem e que só a intensidade da visitação de cada gesto físico/imaginário da nossa atenção pode fazer aparecer.

    As casas querem corpo. Quem casa quer corpo. O corpo quer casa.

    O que pode um corpo? Pode ser uma casa (de jogo). O que pode uma casa? Pode ser um corpo em jogo (sem orgãos).

    Os Espacialistas são pro/curadores de casas. Não há casas sem corpo nem corpo sem ca(u)sas.

    Venham PRO/CURAR casas connosco!

    Locais: Telheiro da Encosta do Castelo + Castelo de Montemor + Cidade

    Horário: 10h-18h

    Lotação: 12 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    90€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    EM TORNO DE OBJECTOS COMUNS – Belén Uriel

    2 e 3 de Outubro | 9 e 10 de Outubro 2021

    Este workshop consiste num exercício de experimentação plástica em torno de objectos comuns, de uso quotidiano, entendidos como extensões do próprio corpo.

    Propomos explorar o potencial escultórico destes objectos, tomando em consideração as relações inerentes à sua produção, materialidade e uso. Estes objectos serão transformados, alterando a materialidade e forma, mantendo ainda assim, a referência à sua origem.

    Através da criação de moldes de gesso, as formas serão replicadas, reorganizadas e reconfiguradas, de modo a conceber um novo objecto. A tiragem por via líquida de peças cerâmicas – um processo intimamente ligado aos meios de produção em massa de objectos comuns – é a técnica adoptada neste workshop.

    Será potenciado o trabalho em torno da relação recíproca entre um objecto e o corpo que o usa, salientando-se a ideia de ‘impressão corporal’ que se preserva e explora nos objetos aqui produzidos.

    Oficinas da Cerâmica e da Terra 

    Horário: 10h-18h (4 dias)

    Lotação: 8 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    160€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    SILÊNCIO E HORIZONTE ACÚSTICO – Ricardo Jacinto

    5 de Outubro 2021

    Sendo o horizonte acústico definido pela “maior distância, em todas as direções, de onde os sons podem ser ouvidos”, podemos sugerir que só além desse limite perceptivo existe silêncio, e que este é imaginado. O Silêncio torna-se assim um exercício de especulação e apresenta-se como o horizonte do som. Como podemos explorar criativamente este horizonte?

    Esta oficina terá inicio na blackbox das Oficinas do Convento, estendo-se a uma caminhada passando por várias localizações na cidade de Montemor-o-Novo e arredores, e terminando numa instalação colectiva no espaço da blackbox. Terá a duração de um dia e será dividida em 3 momentos:

    10h às 13h – o primeiro compreende o contacto e discussão do conceito de Horizonte Acústico, acompanhado por exercícios de escuta e gravações sonoras em diferentes localizações da cidade de Montemor-o-Novo, que conduzirão os participantes a experimentar e materializar esta noção associando-a a lugares e situações específicas.

    13h às 14h – Pausa para refeição

    14h às 18h – o segundo momento centra-se na exploração de objectos cerâmicos como corpos ressonantes, através da utilização de tecnologias de emissão e captação sonora de contacto (transdutores e microfones), numa articulação desses objectos com as gravações de campo recolhidas no primeiro momento. Cada participante será convidado a pensar criativamente a relação entre os “corpos cerâmicos vibratórios”, o material sonoro recolhido e o espaço da blackbox.

    18h às 19h – Pausa para refeição

    19h às 21h – concretização de uma instalação recorrendo aos materiais recolhidos e experimentados ao longo do dia.

    a partir das 21h – apresentação livre do resultado da Oficina.

    Local: Oficinas do Convento

    Horário: 10h-21h (1 dia)

    Lotação: 8 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    Sugestões de Alojamento

    90€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

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    NO BORDO DA LENTE – Armanda Duarte

    16 de Outubro 2021

    A ideia de microscópico, embora não dissociada da sua matriz científica, é aqui entendida como um movimento ínfimo, sujeito a gestos como abrir, destapar, esburacar, cavar, ou outros. Trata-se de uma abordagem de desenho – nas suas múltiplas expressões – em que uma ideia vinda do interior do corpo sofrerá novas e progressivas fases de transformação e aprofundamento.

    Um primeiro momento dá-se no interior de uma antiga cisterna na encosta do castelo.

    Aos participantes, é-lhes dito, previamente, para trazerem uma ideia de pequenas dimensões. Durante o encontro, essa ideia deverá encontrar, numa prega de sombra, numa concavidade da pele ou no vestuário, um lugar que a guarde. Neste movimento de transmutação, a ideia corporiza-se, tornando-se ideia coisa e tomando expressão (materialidade, configuração e medida), adequada ao lugar no corpo que a aloja.

    Um segundo momento acontece ao longo da descida do monte encimado pelas ruínas do castelo. Aí, a ideia guardada e transportada encontra uma outra morada: é introduzida no interior da terra, por baixo da pedra, entre as folhas, no interior da árvore, na toca da formiga, no estômago do gafanhoto, no vento ou no corpo de outro participante…

    Sofrerá, tal como no primeiro momento, uma adequação ao novo lugar.

    Finalmente, num terceiro momento, um novo desenho – representação (síntese sensível) das sucessivas transmutações da ideia original – será preparado e apresentado na exposição colectiva.

    Locais: Castelo de Montemor-o-Novo e Telheiro da Encosta do Castelo

    Horário: 10h-18h

    Lotação: 12 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    65€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

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    CONVERSAS À VOLTA DO CENTRO

    Agenda_2momento Agenda_3momento

    Além d@s 7 artistas, foram convidad@s 7 orador@s de várias áreas científicas e artísticas – astrofísica, filosofia, dança, programação cultural, arquitectura, curadoria e fotografia – para apresentar uma reflexão nas  CONVERSAS À VOLTA DO CENTRO.

    As CONVERSAS À VOLTA DO CENTRO acontecem em dois momentos:

    I

    6 de Novembro de 2021 em Montemor-o-Novo

    II

    Março de 2022 na Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa

    Nos mesmos dias das CONVERSAS, inauguramos a EXPOSIÇÃO com os trabalhos realizados nos WORKSHOPS e uma PERFORMANCE/ INSTALAÇÃO realizada para este evento por artistas convidados.

    Mais informações em breve.

     

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  • Raku Obvara

    On: 09/20/2021
    In: OCT, Oficinas
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    obvara

     

    Raku Obvara
    Oficina de Modelação e Queima a gás

    Modelação: 16 de Outubro
    Cozedura: 30 de Outubro

    Centro de Investigação Cerâmica OCT, Montemor-o-Novo

    Esta oficina tem como objectivo a partilha de conhecimento e experiência na modelação de peças e queima em Raku Obvara.
    No primeiro momento desta formação os participantes serão conduzidos pelos formadores na criação de peças, que serão queimadas num segundo momento numa mufla a gás através do processo de Raku Obvara. Esta é uma técnica de cozedura primitiva e utilizada para impermeabilizar as peças.
    Um pouco imprevisível, sempre surpreendente!

    Programa:
    Sábado, 16 de Outubro
    10h Receção aos participantes e apresentação
    11h Introdução ao Raku Obvara e reflexão sobre os trabalhos a executar; Início da modelação
    13h Almoço
    14h Modelação
    18h Preparação para a secagem
    18h30 Fim dos trabalhos

    Sábado, 30 de Outubro
    10h Receção aos participantes
    11h O processo de redução; Preparativos para a queima; Enfornas
    13h Almoço
    14h Início das queimas
    18h Lavagem das peças e arrumações
    18h30 Fim dos trabalhos

    Formadores: Leonor Mire / Ana João Almeida

    Público-Alvo: Artistas, ceramistas, estudantes, curiosos e público em geral.

    Inscrições: 20€ / Inscrições para telheiro@oficinasdoconvento.com
    Máximo 10 participantes / Almoço não incluído

    Mais informações: telheiro@oficinasdoconvento.com

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  • O Vaso Amigo

    On: 09/20/2021
    In: OCT, Oficinas
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    O Vaso Amigo

    Modela o teu vaso e escolhe uma planta

     

    Modelação: 6 de Novembro 2021

    Visita ao viveiro da MARCA: 27 de Novembro 2021

    Nesta oficina os participantes são convidados a criar um vaso de barro a partir da técnica do rolo. Pretende-se que este vaso seja a personificação de um amigo fantástico que irá cuidar de uma planta; cada participante vai inventar uma personagem e desenhá-la num papel, passando de seguida para a sua criação em barro.

    Depois dos vasos estarem cozidos voltamos a encontrar-nos. Primeiro vamos vidrar os vasos e queimá-los numa mufla a gás; enquanto arrefecem, faremos uma visita ao viveiro da MARCA – Associação de Desenvolvimento Local, onde vamos conhecer várias espécies de plantas autóctones e onde cada participante vai escolher a planta que irá habitar o seu vaso amigo. De regresso ao Centro de Investigação Cerâmica, os participantes vão colocar a planta escolhida no seu vaso, que irá consigo para casa.

     

    Programa:

    Sábado, 6 de Novembro

    10h Recepção aos participantes e apresentação

    11h Exercícios de reflexão e desenho; Introdução ao material e experimentação plástica; A técnica do rolo; Relevos: colagem e incisão; Início da modelação.

    13h Almoço

    14h Continuação da modelação; Pinturas com engobes

    18h Preparação para a secagem

    18h30 Fim dos trabalhos

     

    Sábado, 27 de Novembro

    10h Recepção aos participantes

    11h Acabamentos: Lavagens e vidragem; Queima dos vasos em mufla de gás

    13h Almoço

    15h Visita ao viveiro da MARCA e escolha da planta para o vaso; Regresso ao Centro de Investigação Cerâmica

    17h Desenforna; Encontro entre a cerâmica e as plantas

    18h30 Fim dos trabalhos

     

    Formadores: Leonor Mire e Ana Almeida

    Público-Alvo: Artistas, ceramistas, curiosos e público em geral

    Inscrições: 20€ / Inscrições para telheiro@oficinasdoconvento.com
    Máximo 10 participantes / Almoço não incluído

    Mais informações: telheiro@oficinasdoconvento.com

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  • Exposição Pré-Histórias Queers

    On: 09/13/2021
    In: Exposições, OCT
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    Exposição Pré-Histórias Queers

    Inauguração – 17 de Setembro 2021 | 18h

    Exposição patente de 17 de Setembro a 17 de Outubro

    Horário: de Terça-Feira (apenas tardes) a Domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17:30h

    Convento de S. Domingos (Museu Arqueológico), Montemor-o-Novo

    cartaz a3“Usando artefactos de tempos passados da pré-história, outras narrativas arqueológicas são imaginadas e construídas dentro do museu. Pode o fantasma de um passado e património queer de sociedades pagãs distantes ser reativado, em coexistência e por apropriação de narrativas arqueológicas? Em produção com as Oficinas do Convento de Montemor-o-Novo, Pedro Queirós apresenta sobre a forma de artefactos cerâmicos, uma distorção de narrativas arqueológicas e passados distantes pré-históricos.”

     

    Pedro Queirós:

    Ceramista e artista visual, tem explorado o seu trabalho na área da escultura nos formatos da Cerâmica e Joalharia, onde aborda os temas da reativação do património queer através de reinterpretações de narrativas arqueológicas, o abandono do interior do território português a sua desertificação e ocupação destes espaços por identidades queers, e extractivismos da matéria em tempos de Antropoceno. Licenciou-se na ESAD das Caldas da Rainha em Design Gráfico e Multimédia, e posteriormente frequentou o curso de Joalharia do Ar.co em Lisboa, em 2017, onde desde então tem criado e exibido as suas obras.

    Vídeo da Residência 

    Pedro Queirós

     

     

     

     

     

     

     

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  • Residência Artística “OCUPAR”

    On: 05/06/2021
    In: OCT, Residências
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    Nuno Vasconcelos consagrou-se o grande vencedor do Concurso de Residências Artísticas Tijolo 2021, onde vai desenvolver o seu projecto “OCUPAR” na Oficinas do Convento.

    img12Com esta residência, o artista pretende abordar questões ambientais em duas vertentes diferentes utilizando para tal o mesmo material – TERRA CRUA.
    A – Por um lado a produção de resíduos gerados por escavações e demolições de edifícios, desperdiçando aquilo que pode ser matéria prima não só para BTC como também
    para taipa e rebocos ou outra técnica construtiva com terra crua.

    B – Por outro lado, a questão da preservação das espécies e sua biodiversidade, com foco especial para os insectos. Desprezados e ignorados pelo homem, a população de insec-
    tos tem vindo a diminuir drasticamente nas últimas décadas. Estes animais genericamente não gratos e que muitas vezes acabam entre a sola do sapato e o chão que pisamos, são essenciais para a preservação da biodiversidade não só de plantas como de animais.

    Na sequência do trabalho que o artista tem vindo a desenvolver nos últimos anos, Nuno pretende chamar à atenção para as demolições/escavações que estejam a acontecer à data da residência na cidade de Montemor-o-Novo reutilizando algum desse material para a produção de BTC os quais servirão para a criação de uma estrutura efémera a instalar na cidade, para ser ocupada por insectos e plantas.
    Mais do que o resultado final ou a criação de uma peça contemplativa, pretende-se dar ênfase ao processo, gestão de recursos e ao ciclo dos materiais, para além de promover a apropriação e ocupação de um espaço residual da cidade, tanto pelos seus moradores como por espécies de insectos característicos da região, sendo para tal importante a escolha do lugar desta instalação.

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  • Residência Artística “Pré-Histórias Queers”

    On: 05/04/2021
    In: OCT, Residências
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    O artista Pedro Queirós consagrou-se o grande vencedor do Concurso de Residências Artísticas Tradição><Contemporâneo com o projecto “Pré-Histórias Queers”. Esta residência vai ser desenvolvida na Oficinas do Convento durante os meses de Julho e Agosto de 2021.

     

    img35É conhecido e assumido nos tempos presentes, que desde o inicío da civilização ou de uma história do Homem, que as narrativas queer e o seu património cultural tem sido invisibílizados ao logo dos séculos. Ou, quando não o são, são assimilados por estruturas de poder vigentes, retirando destas narrativas as qualidades alvo de interesse, recolocando-as em outros contextos normativos de interesse a estas estruturas, esvaziando assim a origem destas mesmas narrativas.

    Este projecto artístico, prende-se com esta invisibilização e assimilação que continua em acção nos tempos decorrentes, e que cada vez mais, através de outras áreas do conhecimento de investigação, tem-se vindo a descobrir em como existiu desde sempre, desde que se conhece o Homem. Mais especificamente e em concreto, o foco do pensamento artístico deste projecto, sinaliza-se num período de uma Pré-História, mais concretamente ainda, entre período que engloba o Paleolitico, Neolítico e o Calcolítico, na área do Alentejo, das antas e menires de Montemor-o-Novo às de Castelo de Vide, onde os achados arqueológicos encontrados nestas construções megalíticas conduzem-nos hoje para um melhor conhecimento destas civilizações passadas. Estes objectos cerâmicos, placas de xisto e bácuos serão os objectos de estudo e inspiração a serem recongurados num exercício artístico, que é o de trazer visibilidade a todo um imaginário pagão queer que terá sido esvaziado ao longo de séculos. Trata-se assim, do exercício de através da criação de novos objectos cerâmicos e outros, com base em espólios de séculos passados, voltar a se falar sobre estes mitos queer e narrativas em menires de outros tempos.

    A base deste objecto artístico, de uma narrativa queer do período da Pré-história, tem na sua constituição uma colecção, ou uma série de objectos cerâmicos e outros, que iram ser executados perante um estudo prévio de pesquisa de achados arqueológicos existentes. Perante essa pesquisa, há já alguns pontos formais que o artista considera serem promissores de serem apropriados e devolvidos numa nova abordagem de criação, como por exemplo os vasos cerâmicos com saliências encontrados na Anta Grande da Comenda da Igreja em Montemor-o-Novo, ou o bácuo de formas serrilhadas encontrada na Herdade das Antas. Em termos de forma, assinalam dois pontos viáveis de experimentação formal desta série de peças, ou seja, pela moldagem de formas através de saliências, e da extracção do material para motivos geométricos e formais. Sendo que a ideia principal do manuseamento da pasta cerâmica, seria a de criar objectos cerâmicos com a finalidade destes mesmos objectos conterem ou transmitirem alguma tensão “queer” por assim dizer. Estes aspectos destas peças assinaladas desvendam já bastantes pistas, abrindo possibilidades na elaboração de formas narrativas queer, ou de formas identificáveis como temáticas queer (como por exemplo as formas fálicas associadas a leituras anteriores em textos da arqueologia sobre o mistério da simbologia do bácuo
    serrilhado encontrado em Montemor-o-Novo. Simbologia fálica reminiscentes de um “culto fálico” destas sociedades já bastantes sosticadas das construções megalíticas, ou símbolos de poder civil ou de poder civil e religioso simultaneamente, como é frequente acontecer nas sociedades agro-pastoris de carácter tradicional?)

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  • NOVO Manual de Iniciação à Cerâmica

    On: 04/28/2021
    In: OCT, Publicações
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    Já está disponível o novo Manual de Iniciação à Cerâmica, de Ana João Almeida.

     

    Manual2021Manual de Iniciação à Cerâmica, de Ana João Almeida

    Este manual reúne 15 anos de estudo sobre o barro e a cerâmica e tem como objectivo a partilha de conhecimento adquirido ao longo deste percurso. A sua estrutura subdivide-se em 6 capítulos que contribuem para a aprendizagem e autonomia dos vários processos da criação cerâmica: Descobrir o barro; o Barro e a Cerâmica; Técnicas de Conformação; Revestimentos; Técnicas de Decoração e Queimar o Barro. Amplamente ilustrado, este manual conta com mais de 100 obras de artistas de todo o mundo. Partilha-se um receituário para a elaboração de engobes e vidrados e um segmento de passo-a-passo para a construção de um forno de campânula a gás.

    Uma publicação sobre o barro, sobre as coisas fantásticas que podemos fazer com esta matéria, dirigido a todos os exploradores da cerâmica, para que possam ser contagiados com a alegria de criar através do barro e fazer novas descobertas.

     

     

     

     

    Paginação e Grafismo: Ana João Almeida / Joana Torgal

    Edição: 1ª edição, Março 2021, Autora e Oficinas do Convento

    Idioma: Português

    Dimensões: 211 x 296 x 19 mm

    Páginas: 240

    Encadernação: Capa mole

    ISBN: 978-989-33-1479-1

    Depósito legal: 479550/21

    Temática: Cerâmica / Investigação / Arte / Manual técnico

    O manual inclui um marcador.

    Preço: 30 €

    Mais informações: telheiro@oficinasdoconvento.com

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  • Open Call for Artistic Residencies – Tijolo |Brick

    On: 01/04/2021
    In: OCT, Residências
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    Residências Artísticas Tijolo | Artistic Residency Brick

    (please scroll down to read in English)

     

    PT//

    cartaz-tijolo-2021Tijolo | Residências Artísticas

    CONCURSO PARA RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS NA OFICINAS DO CONVENTO

    Candidaturas abertas até dia 16 de Abril 2021

    Duração da residência: 1 mês

    Enquadrado pelo programa quadrienal Técnicas, Artes e Lugares, A Oficinas do Convento abre em 2021, pela quarta vez, um Concurso para Residências Artística na Oficinas do Convento tendo como mote o Tijolo enquanto elemento base para a criação artística.

    CONTEXTUALIZAÇÃO

    Fabricado e utilizado por todas as culturas do mundo, o tijolo é um objecto intemporal, de formatos e dimensões relativamente regulares, porém de uma diversidade que condiz com as diferenças culturais existentes. De fabrico antigo ou moderno, a sua prevalência social torna também visível a identidade existente entre os homens.

    Os tijolos produzidos no Telheiro da Encosta do Castelo, Montemor-o-Novo, são de influência medieval, proveniente ainda da tradição romana e bizantina[1]. De uma constituição arenosa, feitos de uma pasta de argila, terra e água, numa consistência próxima à da lama, os tijolos apresentam aspecto maciço e evidenciam a manufactura artesanal, pelas marcas da mão inscritas na superfície. Sendo de produção antiga, os tijolos têm também a característica de fazerem parte da imagem das construções vernaculares do Alentejo. No entanto, a propósito dos cruzamentos disciplinares desenrolados pelas Oficinas do Convento e o contexto artístico onde se insere a associação, pretende-se fomentar a utilização do tijolo na criação artística e valorizar os recursos existentes no Telheiro da Encosta do Castelo, quer no âmbito da produção de materiais de construção, quer no âmbito do apoio à criação artística, propondo assim a realização de residências na área artística que tenham o tijolo como base para a criação.

     

    Aqui, o tijolo, além de poder ser pensado na sua dimensão mais imediata — objectual e construtiva — evidenciando aspectos de produção, formação, conformação ou aplicação, poderá ser considerado também na sua vertente poética, social, histórica ou cultural.

    Tais âmbitos de abordagem poderão ser explorados em diferentes linguagens da criação — escultura, instalação, vídeo, fotografia, desenho, entre outros — cruzando ou tocando casualmente as fronteiras da arquitectura e do design.

    Sem desmerecer ou preterir a elaboração de esculturas de índole objectual, no caso de projectos de maior escala, dar-se-á prioridade a propostas de carácter efémero, processual ou de índole colaborativa que resolvam, neste último caso, eventuais questões práticas da cidade.

    APRESENTAÇÃO BREVE

    O tijolo pode ser pensado e usado na sua dimensão mais imediata — objectual e construtiva — evidenciando aspectos de produção, formação, conformação ou aplicação ou ser considerado na sua vertente poética, social, histórica ou cultural, explorando a diversidade e as potencialidades formais e conceptuais do tijolo, através de diferentes linguagens da criação.

    Assim, este concurso destina-se a autores das seguintes áreas:

    • artes-plásticas: escultura e/ou pintura
    • arquitectura
    • cerâmica
    • desenho
    • design
    • escrita
    • fotografia
    • instalação
    • vídeo

    [1] FRÓIS, Virgínia, SILVA, Vasco Fernando Dias, Realibitação de um Telheiro em Montemor- o-

    Novo, In ArteTeoria, Revista do CIEBA – Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes –

    Secção Francisco de Holanda, no 14/15, 2011/2012, Lisboa, p. 101.

    Regulamento

    Ficha de Inscrição

     

    EN//

    cartaz brickBrick | Artistic Residencies

    Open Call for Artistic Residencies in Oficinas do Convento

    The last day for the applications is on the 16th of April 2021

    These Artistic Residencies are part of the program “Técnicas, Artes and Lugares”and it opens, once again, in 2021, an open call for Artistic Residencies in Oficinas do Convento having as a motto the Brick as a basic element for artistic creation.

    Contextualization

    Manufactured and used by all of the cultures in the world, the brick is a timeless object, with relatively regular formats and dimensions, nevertheless of a diversity that matches with the existing cultural differences. From old or new manufacture, its social prevalence gives visibility to the existing identity between men.

    The bricks produced in Telheiro da Encosta do Castelo, Montemor-o-Novo, are of medieval influence, stemmed from the roman and byzantine traditions. From a sandy composition, made from a clay paste, earth, and water, in a consistency similar to the mud, the bricks present a solid aspect and highlight the manual manufacture by the hand marks on its surface. Being of old production, the bricks are also part of the vernacular constructions of Alentejo. Nevertheless, as a result of the disciplinary intersections developed by the Oficinas do Convento and its artistic context. It is investigated the use of brick in the artistic creation and to value the existent resources in Telheiro da Encosta do Castelo, in a material production context and as a support for the artistic creation.

    Such contexts of approach can be explored in different languages of creation – sculpture, installation, video, photography, drawing, and more – crossing or touching casually the borders of architecture and design.

     

     

    Application Process

    The main aim of Brick-Artistic Residencies is to think and explore this product in its most immediate dimension – objective and constructive – highlighting the production aspects, formation, conformation or application, or in its poetical, social, historical, or cultural aspect, exploring the diversity and the formal and conceptual potentialities of the brick, through different languages of creation.

    Therefore, this call is destined to artistic proposals in the following areas:

    • Fine arts: sculpture and/or painting
    • Architecture
    • Ceramics
    • Drawing
    • Design
    • Writing
    • Photography
    • Installation
    • Video

     

    Regulation

    Application Form

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