• “FEMINA” – Ana Cruz e Maria de Betânia

    On: 08/25/2015
    In: Noticias, OCT, Residências
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    As cerâmistas Portuguesas estão em residência durante o mês de Agosto para a elaboração de uma extensão da exposição FEMINA. Trata-se de uma extensão porque propõem estender a temática da FEMINA a outro género de linguagens, mais do campo da instalação do que da escultura, adaptados ao espaço da Galeria Municipal de Montemor-o-Novo.

    “(…)Y esa niña de largos silencios volaba tan alto que,
    mi mirada quería alcanzarla y no la podía ver.
    La paraba en el tiempo pensando que no debería crecer,
    pero el tiempo me estaba engañando mi niña se hacía mujer. (…)”

     Julio Iglesias, “De niña a mujer”


    FEMINA, de Ana Cruz & Maria de Betânia, é um convite a uma experiência exploratória do universo do sentir feminino – sim: do sentir e não do ser. Esta diferenciação é de extrema importância, pois aqui vamos espreitar pela fechadura do quarto de uma Rapariga, tendo acesso ao seu íntimo interior por uma nesga de luz branca, sem que esta esteja presente.

    Esta “Rapariga” não é alguém, é algo. É uma coletividade constituída por todas as raparigas que têm a idade das suas mães quando estas as levavam à escola primária mas que não seguem este modelo feminino por elas deixado em herança. São raparigas que não se deviam chamar de raparigas mas sim mulheres; que estão a viver num limbo, uma espécie de 2º estádio da puberdade, no qual a maturação (atenção: não confundir com maturidade) vem, não através de pelos, protuberâncias ou desejos surpreendentes inconscientes, mas através de…

    A dupla expõe assim as suas reflexões sobre as memórias e sonhos menineiros num Portugal de interior, nos anos 80-90 povoado de pequenos póneis, misturadas delicadamente com os jogos da cabra cega, os joelhos rasgados, as cabeças abertas e outras feridas tão típicas da idade adulta.

    FEMINA trata do sentir feminino sobre a passagem do tempo demasiado célere e marcante e dos travões que teimamos em acionar. Para não deixarmos morrer de vez a Menina – apesar de nunca permitirmos que viva a Mulher. “

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  • Arte Mural de Javier Bonifaz

    On: 08/18/2015
    In: Exposições, OCT, Oficinas
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    Eis aqui um pouco do que foi o processo da Oficina de Murais de Terra orientada pelo arquitecto peruano Javier Bonifaz
    <https://www.facebook.com/javier.bonifaz>. 
    A inspiração veio da arte megalítica presente na região.
    Apresentação do resultado no dia 19 de Agosto pelas 18:00 nas Oficinas de Cerâmica e da Terra (Telheiro). 
    Apresentação do trabalho desenvolvido por Javier no Perú e na Europa.
    

     

     

     

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  • Encontro de Arquitectura Tradicional e Sustentabilidade

    On: 07/09/2015
    In: OCT, Outros Eventos
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    PALOMBARIII Encontro de Arquitectura Tradicional e Sustentabilidade

    Data: 10 a 12 de Julho 2015

    Local: Aldeia de Uva

    Os nossos arquitectos Tânia Teixeira e Nuno Grenha foram convidadados a participar nas Palestras e apresentar o que temos feito na Oficinas do Convento no nosso departamento de Arquitectura.

    “Chegada a terceira edição do Encontro de Arquitectura Tradicional e Sustentabilidade – EATS, não restam dúvidas de que as já muitas iniciativas de qualidade realizadas sobre a temática – de estudos a intervenções – têm vindo a contribuir para o seu reconhecimento não só por especialistas, mas também pelo público em geral. No entanto, longe de esgotada, trata-se de uma área que além de ter ainda muito por explorar, levanta questões essenciais para pensar a contemporaneidade – não só na arquitectura, mas sobretudo na sociedade.

    Assim, propõe-se, acima de tudo, como um momento de partilha: de conhecimento rigoroso sobre a arquitectura tradicional e suas potencialidades, de olhares multidisciplinares sobre as inúmeras dimensões desta temática, e de experiências mais ou menos formais que fazem da recuperação do património rural e das artes construtivas uma ferramenta para mudar o mundo.

    O programa contará com palestras, oficinas, exposições, cinema e espaços de debate e convívio.”

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  • Workshop Blocos de Terra Compactada

    On: 07/08/2015
    In: OCT, Oficinas
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    DIA1-BTC_CARTAZ

    Workshop de Blocos de Terra Compactada

    Realiza-se já este mês mais um workshop dado pela equipa da Terra da Oficinas do Convento, esta é uma iniciativa em conjunto com o Paratelier

    Datas: 22 a 26 de Julho 2015 (mais dois dias na primeira semana de Agosto)

    Local: Largo de Sto Isidoro nº2 em Santo Isidoro (proximo da Ericeira)

    Inscrições para info@paratelier.com

    preço: 1 dia – 50€ 7 dias 240€

    Formadores: Duarte Gomes, Nuno Grenha e Tânia Teixeira

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  • Zénit e Nadir – Apresentação da Residência Artística de Maja Escher

    On: 06/09/2015
    In: Exposições, OCT, Residências
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    Convite_Montemor

    Maja Escher

    Zénite e Nadir

    Comemoracão de S.Pedro da Ribeira Dia 20 de Junho de 2015 | 18h00 Largo da Ermida de S.Pedro da Ribeira Montemor-o-Novo

    Junho 2015

    “O projeto Zénite e Nadir foi desenvolvido com a colaboração de alguns moradores do bairro de S.Pedro no decorrer da residência artiística nas Oficinas da Cerâmica e da Terra durante o mês de Maio de 2015.
    O ponto de partida foram as festividades populares, mais especificamente os bailes de mastro e a imagem do mastro ou maibaum (árvore de Maio) presente em praticas e celebrações ancestrais de povos em diferentes pontos do mundo. Interessaram-me sobretudo os mitos de emersão, segundo os quais os humanos foram gerados pela terra, emergiram da própria terra. Estes mitos explicam um profundo sentimento de parentesco cósmico, de pertença à terra mais do que à espécie humana.

    O projeto culmina na construção de uma estrutura cerimonial que se encontra simbolicamente no centro do universo e funciona como expressão arquitectónica da ideia de árvore do mundo ou axis mundi – o mastro como árvore em torno da qual nos reunimos.

    A estrutura liga-se às muitas outras estruturas festivas que ao passar dos anos foram construídas neste mesmo lugar (Largo da Ermida de S.Pedro da Ribeira).”

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  • A Forma Traduzida

    On: 05/19/2015
    In: Exposições, OCT
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     Exposição Individual de João Rolaça inaugura dia 23 de Maio às 18:30 na Galeria Municipal de Montemor-o-Novo

    Esta exposição de escultura cerâmica é o resultado da residência artística do artista nas Oficinas da Cerâmica e da Terra/ Oficinas do Convento, durante o passado mês de abril 2015.

    A Exposição estará patente até ao dia 12 de Junho de 2015 no seguinte horário:

    De terça a sexta – das 9:00 às 12:30 e das 15:00 às 18:00

    Sábado – das 15:00 às 18:00

    Encerra Domingos e Feriados

     

    Conheça mais sobre João Rolaça

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    “Olhar para baixo é um exercício de memória ou de encontro com o passado, é um olhar arqueológico com intenção de perceber o passado no presente. A terra liga-se portanto às questões do Tempo nas suas múltiplas escalas e ordens de grandeza.

    Deste modo, posso corresponder o meu trabalho artístico a uma perspetiva arqueológica, por um lado, enquanto ato de olhar para o chão e para a terra, e por outro, enquanto ato de escavar; procurar um outro tempo, encontrar um outro lugar.

    Também me interessa a Cerâmica enquanto tema, talvez por ser um dos vestígios que os arqueólogos mais encontram, por ser uma das maiores portas de entrada para o passado, por ter imagens, formas, coisas que nos transportam para outro tempo, que não vivemos. E, apesar de nem sempre trabalhar o barro para produzir obras, a verdade é que o contacto constante com o material, mesmo quando o faço de uma forma despretensiosa e simples, sempre me interessou e estimulou a pensar e produzir mais trabalho.

    O convite para realizar a primeira residência artística nas novas e ampliadas instalações das Oficinas da Cerâmica e da Terra – projeto da Associação Cultural Oficinas do Convento, em Montemor-o-Novo, que integra o já existente Telheiro da Encosta do Castelo, o Laboratório de Terra e o Centro de Investigação Cerâmica – colocou-me nas mãos o barro e a terra enquanto matéria central do trabalho que iria desenvolver para este contexto. Fiz questão que o trabalho produzido fosse exclusivamente feito de terra cozida. Quis que o material e a sua natureza, a sua plasticidade, as suas qualidades, estivessem no centro da questão. Os gestos que apliquei no barro são uma exploração disso. São os movimentos de tocar, amassar, apertar e esticar. Uma pesquisa escultórica que experimenta e analisa o material de que a Terra é feita para imaginar a geologia de outros corpos mais distantes. Optei então por explorar as potencialidades que este espaço oferece; tirar partido das escalas possíveis, do tamanho dos fornos, o comprimento do meu braço, o peso que consigo aguentar.

    Comecei a cruzar ideias do que vejo na matéria, o que quero e consigo fazer com ela, com a ideia de ver para além dela, tentar entender algo que não vejo nem me está próximo. Usar a arte para traduzir ideias em formas. Ver coisas que nunca vi. Passar do imaginário para o concreto, o palpável e o físico. Por isso me interessa a escultura, por ser um contacto direto, por se colocar entre mim e a realidade. Uma nova realidade criada para que eu veja.

    Neste trabalho, a cerâmica e o barro passaram a media e o gesto arqueológico de olhar para baixo, para um tempo enterrado, foi revertido e passei a olhar para cima, para o espaço aberto e disponível. Interessou-me que desta vez a cerâmica não fosse um veículo para um tempo desconhecido, mas antes para um espaço que, embora incógnito, vislumbro no céu noturno.

    O processo de cozedura a lenha das peças envolve uma fisicalidade que nem sempre é possível com outros processos. Isso, para mim, é um gesto do escultor a relacionar-se com o material: transformar uma matéria em outra, aceitar a transformação, a mudança de cor, de volume, de textura. Tirar partido do inesperado, dos pequenos acidentes, da surpresa que o fogo deixa nas peças, para com isso criar um discurso que se liga ao do desenho. Desenhar é colocar-me num ponto em que não sei o que vai acontecer, de surpresa, de fazer para ver. O fumo a atuar sobre as peças cria manchas que dificilmente se controlam. Apenas a experiência permite saber o que pode acontecer com determinado processo, permite antecipar o resultado, mas mesmo assim é uma surpresa. Este corpo de trabalho vive disso, da minha vontade sobre o material, da minha força transformadora, com a vontade própria do fogo em se manifestar. Esta é a minha fase preferida do processo, construir e montar o forno, alimentar o fogo, tirar partido das possibilidades que ele me oferece e aceitar o resultado. É uma fase de descoberta, de criação com os elementos.

    Para mim, cerâmica é tradução. É a possibilidade de encontrar um discurso que traduz em matéria e forma concretas o que apenas entendo intuitivamente.”

     

     

     

     

    João Rolaça

     

     

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  • O Quiosque do Castelo está terminado!

    On: 04/09/2015
    In: Noticias, OCT
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    _MG_8673O Quiosque do Castelo foi um workshop onde se construiu um quiosque com cerca de 20 m2 totalmente em BTC (Blocos de Terra Comprimida). Destinou-se a pessoas com interesse em construção de estruturas Km0 (que utilizem acima de tudo materiais locais), tendo sido aberto a pessoas de qualquer idade e formacção académica.

    O workshop Quiosque do Castelo juntou um grande grupo de jovens maioritariamnete arquitectos de paises como India, Belgica, Alemanha, Italia ou Portugal. Dividiu-se em dois momentos – numa primeira fase em Outubro de 2014 onde foi desenhado o quiosque e construida a primeira parte e numa segunda fase, em Março de 2015, quando se concluiu a construção e acabamentos.

    O objectivo com a construção é que a estrutura sirva de apoio à informação acerca das ruinas da antiga cidade situadas no Castelo, mesmo junto ao Quiosque. Esperamos pela vossa visita!

    Conheçam todas as fases do projecto , Vejam as fotos do take#1Vejam as fotos do take #2

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  • TRANSUMÂNCIAS – Regina Rodrigues

    On: 03/23/2015
    In: Exposições, OCT
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    convite Regina Rodrigues frenteInauguração 28 de março – 18:30

    Galeria Municipal de Maontemor-o-Novo

    Esta exposição estará patente até ao dia 17 de abril de 2015 no seguinte horário:

    de terça a sexta das 10:00 às 12:30 e das 15:00 às 18:00

    sábado das 15:00 às 18:00

    Encerra domingo, segunda e feriados

    CATALOGO REGINA RODRIGUES

    esta exposição tem o apoio à programação da Oficinas do Convento

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