• Ciclo de Cerâmica

    On: 12/16/2021
    In: OCT, Oficinas
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    CICLO DE CERÂMICA – COMPLETO

    Pode consultar as novas datas disponíveis para realização Ciclo de Cerâmica aqui

     

    ciclo2022 esgCENTRO DE INVESTIGAÇÃO CERÂMICA OCT, MONTEMOR-O-NOVO

    Ao longo deste ciclo de oficinas pretende-se que os participantes possam adquirir os conhecimentos necessários para trabalhar em cerâmica com autonomia.

    Começamos por aprender o que é o barro, quais as suas características e propriedades e como o manipular de forma a conseguir construir diferentes formas.

    Ao longo destas 6 oficinas vamos trabalhar com diferentes técnicas de decoração e decoração, realizando vários exercícios de introdução e experimentação do material.

    Por fim, aprendemos sobre o passo final da cerâmica, o processo de cozedura, realizando queimas colectivas a lenha e a gás.

     

    Os participantes deste curso poderão posteriormente frequentar o Atelier Livre e assim dar continuidade ao trabalho em cerâmica desenvolvendo os seus projectos de forma autónoma.

     

    Formadores:

    Ana João Almeida

    Leonor Mire

     

     

    Mais informações e inscrições:

    telheiro@oficinasdoconvento.com

     

    O valor da inscrição não inclui alojamento nem refeições.

    Nº mínimo de participantes: 10 pessoas

     

     

    22 e 23 de Janeiro

    Introdução ao barro e à sua conformação. Maciço ocado e técnica do rolo.

    Inscrição: 50€

     

    Sábado, 22 de Janeiro

    10h00 – Apresentação. O que é o barro. Como identificar, recolher e preparar o barro. As propriedades do barro: conhecer o material. Argilas primárias e argilas secundárias. Os engobes naturais. Introdução às técnicas de conformação.

    Exercício 1: modelação livre e técnica do maciço ocado.

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Técnica do rolo. Formas e curvas simétricas e assimétricas. Exercício 2: modelação a rolo.

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Descanso.

     

    Domingo, 23 de Janeiro

    10h00 – Engobes naturais e engobes elaborados.

    Técnicas de decoração com engobes: esgrafitado, reservas e rendilhado.

    Conclusão do exercício da técnica do rolo: acabamentos e decoração.

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Conclusão do exercício de modelação livre: ocar o maciço.

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Fim dos trabalhos.

     

     

    5 e 6 de Fevereiro

    Azulejos e modelação de lastras

    Inscrição: 50€

     

    Sábado, 5 de Fevereiro

    10h00 – Apresentação. Introdução à técnica da lastra: 2D e 3D. Azulejos artesanais. Exercício 1: Desenho e realização de um pequeno painel de azulejos.

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Os engobes. Técnicas de decoração em relevo: Incisão, perfuração, empedrado, colagem, estampagem com carimbos.

    Preparação das lastras para o exercício 2.

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Descanso.

     

    Domingo, 6 de Fevereiro

    10h00 – Técnica da lastra: volumes a partir de planos (corte e colagem). Exercício 2: planificação e modelação de uma forma tridimensional a partir de lastras.

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Conclusão dos dois exercícios: acabamentos e decoração.

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Fim dos trabalhos.

     

     

    5, 6 e 19 de Março

    Roda de Oleiro e Moldes de Gesso

    Inscrição: 85€

     

    Sábado, 5 de Março

    10h00 – Apresentação e organização de dois grupos de trabalho (grupo A e grupo B)

    10h30 – Introdução às técnicas de roda de oleiro e enchimento de moldes de gesso

    11h00 – Grupo A – Roda de oleiro / Grupo B – Enchimento de moldes com porcelana e faiança + Colar asas + Engobes

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Grupo A – Enchimento de moldes com porcelana e faiança + Colar asas + Engobes /

    Grupo B – Roda de oleiro

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Descanso.

     

    Domingo, 6 de Março

    10h00 – Grupo A – Roda de oleiro (fundos) / Grupo B – Construção de um molde de gesso de um copo

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Grupo A – Construção de um molde de gesso de um copo / Grupo B – Roda de oleiro (fundos)

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Fim dos trabalhos.

     

    Sábado, 19 de Março

    10h – Introdução às diferentes técnicas de vidragem e decoração. Carimbos, Majólica, desenho com lápis e minas cerâmicas. Decoração das peças feitas na roda e com moldes.

    13h – Intervalo para almoço

    15h – Continuação e conclusão dos trabalhos.

    18h – Arrumações e limpeza do espaço. Fim dos trabalhos.

     

     

    15, 16 e 17 de Abril

    Cozedura de Gres de Sal

    Inscrição: 65€

    6ª Feira, 15 de Abril

    10h00 – Apresentação. Observação e análise das peças a cozer

    10h30 – Introdução ao Forno de Grés de Sal: características, especificidades e resultados.

    11h00 – Enforna

    12h30 – Almoço

    14h00 – Enforna (continuação). Construção da porta do forno.

    18h00 – Descanso

     

    Sábado, 16 de Abril

    9h00 – Acender o Fogo. Planificação da Cozedura, distribuição de tarefas.

    12h30 – Almoço / Continuação da cozedura

    19h00 – Fim da Cozedura (hora estimada) e Descanso.

     

    Domingo, 17 de Abril

    10h00 – Abertura ligeira da porta do forno

    10h30 – Organização do espaço

    11h30 – Pic-nic partilhado / Tempo livre

    12h30 – Tempo livre

    16h00 – Abertura do Forno

    17h00 – Observação, análise de resultados, reflexão colectiva.

    18h00 – Arrumação e organização do espaço. Fim dos trabalhos.

     

    Oficina de Cozedura a lenha de peças cerâmicas a alta temperatura.

    Número mínimo de participantes: 15 pessoas.

    Local: Telheiro da Encosta do Castelo / Oficinas da Cerâmica e da Terra, Montemor-o-Novo

     

    A Oficina de Cozedura de Grés de Sal pretende partilhar o conhecimento sobre esta técnica de cozedura a lenha de alta temperatura e possibilitar a todos os interessados a experiência de cozer peças neste forno único.

    Este forno e técnica de cozedura é muito interessante e diferente, algo imprevisível e por isso mesmo, um fascínio para muitos ceramistas e artistas.  Consiste em cozer peças a lenha e na parte final da cozedura, já com temperaturas muito altas, introduzir sal na câmara de queima, que deixa um vidrado específico sobre as peças, impossível de replicar com outras técnicas.

    Todos têm a oportunidade de introduzir peças e/ou ensaios de todos os tipos para futuras referências.

     

    Para a participação nesta oficina, os interessados são convidados a trazer peças de sua autoria, de pasta cerâmica que suporte 1280ºC ou superior, de tamanho pequeno a médio, já chacotadas. Poderão ter engobes ou vidrados crús adequados à temperatura.

    Atenção: é da responsabilidade dos participantes assegurar que a pasta utilizada nas suas peças comporta a temperatura de 1280º ou superior, por forma a evitar estragos no forno e nas peças de outros participantes.

     

    Caso não possam chacotar as peças ou precisem de as realizar nas nossas instalações, assim como trabalhar com engobes ou vidrados, contactem a equipa OCT.

     

    O valor da inscrição contempla a cozedura de pelo menos uma peça de aproximadamente 30 x 30 x 30 cm ou várias de volume total equivalente. Os participantes poderão trazer mais algumas peças, sendo que no momento da enforna será decidido quais as peças que serão enfornadas com base no espaço existente dentro do forno.

     

    7 e 21 de Maio

    Raku

    Inscrição: 45€

     

    Sábado, 7 de Maio

    10h00 – Apresentação

    10h30 – Introdução ao Raku e reflexão sobre os trabalhos a realizar. Início da modelação.

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Continuação da modelação

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Descanso.

     

    Sábado, 21 de Maio

    10h – O processo de redução. Vidragem das peças. Preparativos para a queima; Enfornas.

    13h – Intervalo para almoço

    15h – Início das queimas.

    18h – Lavagem das peças e arrumações. Fim dos trabalhos.

     

     

    4 de Junho

    Os vidrados

    Inscrição: 40€

     

    Sábado, 4 de Junho

    10h00 – Apresentação

    10h30 – Introdução à vidragem: materiais, ferramentas e modos de aplicação. Tipos de vidrados. Lavagens, corda seca e técnica das bolhas.

    12h30 – Intervalo para almoço

    14h00 – Vidragem e decoração de peças diversas.

    18h00 – Arrumações e limpeza do espaço. Descanso.

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  • O Vaso Amigo

    On: 11/18/2021
    In: OCT, Oficinas
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    vasoamigo

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    O Vaso Amigo

    Modela o teu vaso e escolhe uma planta

     

    Modelação: 6 de Novembro 2021

    Visita ao viveiro da MARCA: 27 de Novembro 2021

    Nesta oficina os participantes são convidados a criar um vaso de barro a partir da técnica do rolo. Pretende-se que este vaso seja a personificação de um amigo fantástico que irá cuidar de uma planta; cada participante vai inventar uma personagem e desenhá-la num papel, passando de seguida para a sua criação em barro.

    Depois dos vasos estarem cozidos voltamos a encontrar-nos. Primeiro vamos vidrar os vasos e queimá-los numa mufla a gás; enquanto arrefecem, faremos uma visita ao viveiro da MARCA – Associação de Desenvolvimento Local, onde vamos conhecer várias espécies de plantas autóctones e onde cada participante vai escolher a planta que irá habitar o seu vaso amigo. De regresso ao Centro de Investigação Cerâmica, os participantes vão colocar a planta escolhida no seu vaso, que irá consigo para casa.

     

    Programa:

    Sábado, 6 de Novembro

    10h Recepção aos participantes e apresentação

    11h Exercícios de reflexão e desenho; Introdução ao material e experimentação plástica; A técnica do rolo; Relevos: colagem e incisão; Início da modelação.

    13h Almoço

    14h Continuação da modelação; Pinturas com engobes

    18h Preparação para a secagem

    18h30 Fim dos trabalhos

     

    Sábado, 27 de Novembro

    10h Recepção aos participantes

    11h Acabamentos: Lavagens e vidragem; Queima dos vasos em mufla de gás

    13h Almoço

    15h Visita ao viveiro da MARCA e escolha da planta para o vaso; Regresso ao Centro de Investigação Cerâmica

    17h Desenforna; Encontro entre a cerâmica e as plantas

    18h30 Fim dos trabalhos

     

    Formadores: Leonor Mire e Ana Almeida

    Público-Alvo: Artistas, ceramistas, curiosos e público em geral

    Inscrições: 20€ / Inscrições para telheiro@oficinasdoconvento.com
    Máximo 10 participantes / Almoço não incluído

    Mais informações: telheiro@oficinasdoconvento.com

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  • Brinde ao Novo Ano

    On: 11/10/2021
    In: OCT, Oficinas
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    brinde

     

     

    Oficina aberta: Brinde ao Ano Novo

    Faz o teu copo de porcelana

     

    8 de Dezembro 2021 | Entre as 10h e as 18h

    Centro de Investigação Cerâmica, Montemor-o-Novo

    Nesta oficina os participantes vão aprender a encher moldes de gesso com barbotina e vão fazer e decorar um copo de porcelana. Mais tarde podem vir buscar os copos já cozidos e vidrados.

    Aparece e faz um copo para brindar ao novo ano!

     

    Entrada Livre

    Oficina orientada pela equipa OCT

    Inscrições e informações: telheiro@oficinasdoconvento.com

     

     

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  • “Masa” de Nuno Tomaz

    On: 11/10/2021
    In: OCT, Projectos
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    No passado fim de semana de 6 e 7 de Novembro, teve lugar no Centro de Investigação Cerâmica a cozedura de inauguração do forno de tijolo a lenha “Masa”,  adaptado  e construído por Nuno Tomaz a partir do projecto smokeless speedy kiln  do mestre japonês Masakazu Kusakabe.  Este novo “Masa” dá continuidade a um projeto anterior intitulado “Sonobé”: forno de tijolo a lenha construído por Gérard Sarrouy e Nuno Tomaz no Atelier Jacaranda,  em Sintra, no final dos anos 1990.
    A fornada inaugural, conduzida por Nuno Tomaz e Miguel Neto, atingiu os 1280ºC em atmosfera redutora. O convívio, os surpreendentes resultados e a partilha de conhecimento tornaram estes dias uma experiência rica e única. Salientam-se dois momentos fortes: o atingir das altas temperaturas do forno revelando uma língua de chama saída da chaminé de 4 metros em noite limpa de Sábado; e o momento da abertura do forno, depois do convívio de Domingo, com a descoberta dos belos efeitos nas mais de 30 peças de 4 artistas. A magia da química do fogo originou obras únicas nas texturas e nas cores.
    O nosso obrigado a todos os intervenientes e visitantes. Que seja o início de muitas fornadas em eterno processo de aprendizagem!
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  • CENTRO MUTÁVEL

    On: 09/20/2021
    In: Conversas, Exposições, OCT, Oficinas, Projectos
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    logotipo

     

     

     

    O projecto Centro Mutávelum ciclo de workshops ministrados por artistas convidad@s, conversas com especialistas de áreas diversas e uma exposição, tudo a acontecer no biénio 2021/2022 em Montemor-o-Novo e Lisboa.

     

    Artistas convidad@s:

    Ana Cardoso

    Armanda Duarte

    Belén Uriel 

    Guarda Rios

    Inês Teles 

    Os Espacialistas

    Ricardo Jacinto

     

    O projecto é uma iniciativa Oficinas do Convento – Associação Cultural de Arte e Comunicação, estrutura financiada por Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e DgArtes, em co-produção com Vicarte- Vidro e Cerâmica para Artes, a Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa.

    Os curadores do projeto são os artistas e investigadores João Rolaça e Margarida Alves, doutorandos em Escultura da Faculdade de Belas Artes e membros Vicarte.

     

    @s Artistas foram convidados a desenvolver um workshop, utilizando os espaços e recursos da Oficinas do Convento e da Vicarte, numa partilha do seu processo criativo com @s participantes, de forma a abordar de forma expandida o tema central deste projecto – uma ideia mutável de centro, que pode ser observada por várias perspectivas e pontos de vista críticos e conceptuais:

     

    1. a) geométricos, onde o Centro se afasta da equidistância imutável e assume uma oscilação inerente à natureza poiética da matéria;
    2. b) atómicos, nos quais as partículas ínfimas se expressam através de uma condição corpuscular e ondulatória, inferindo-se a presença, o Centro da existência, através da sua ausência, do rasto das suas acções;
    3. c) heterotópicos, onde diferentes espaços (reais ou imaginários) nos habitam; 
    4. d) culturais, nos quais os grandes pólos têm o potencial de se deslocalizar e expandir; 
    5. e) geográficos, incidindo-se em reflexões acerca do território e do lugar; 
    6. f) existenciais, nos quais o Centro do Ser decorre da consciencialização do(s) sentido(s) que o mesmo dá à sua vida; 
    7. g) metafísicos, onde o princípio ontológico se desdobra numa natureza sensível e num envolvimento supra-sensível, transcendente, que permeia e constitui o Ser.

     

    Os workshops vão acontecer em vários lugares e ambientes de Montemor-o-Novo entre Maio e Outubro de 2021, e duram entre 1 a 5 dias, mediante decisão d@ artista.

     

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    OLHO NO DEDO – Inês Teles

    4 e 5 de Setembro 2021

    Para “colapsar a distância que separa o observador do local de experiência óptica”1, realizamos neste workshop um conjunto de experiências que procuram incluir o movimento, a mão e o olho na criação de um objecto artístico.

    Após uma visita ao rio Almansor, usaremos a referência da água como superfície refletora, instável e amorfa que, tal como uma lente, distorce a realidade e permite criar instrumentos mediadores da experiência visual. Durante as duas sessões, teremos acesso a objectos de vidro, formas côncavas e assimétricas que funcionarão como contentores de água. Estas formas serão usadas para construir dispositivos de captação de imagem, recorrendo também a outros materiais, como pigmentos naturais (coloração da água), tilose (densidade líquida), objetos/estruturas  (inclinação, derrame e equilíbrio/contenção da água).

    Os exercícios práticos focam-se na observação e procura de imagens que permitem criar e experimentar outros processos criativos – desenhos, aguarelas, papel marmorizado, vídeos, performance, fotografia, land art, etc.

    Referência Bibliográfica:

    1 – Jonathan Crary, Técnicas do Observador, tradução Nuno Quintas, Edição Orpheu Negro, 2017, p. 216.

    Locais: Rio Almansor e Oficinas da Cerâmica e da Terra 

    Horário: 10h-18h (2 dias)

    Lotação: 12 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    90€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    +INFO/INSCRIÇÕES

     

    AMBIENTE FLUTUANTE – Ana Cardoso

    18 de Setembro 2021 (online) | 25 de Setembro 2021 

    Pensamos o legado conceptual de Sol LeWitt enquanto exploramos a relação entre pictórico e virtual através da composição de uma pintura sobre cerâmica. O azulejo é em si um módulo, ou um pixel, e um painel de azulejos forma uma imagem mutável, passível de ser reconfigurada indefinidamente.

    Neste workshop, vamos definir um conjunto de parâmetros, um alfabeto de gestos e sensações para criar uma obra colaborativa: um painel de azulejos pintados à mão a partir da reinterpretação de Wall Drawing #122 (1972) – um desenho com instruções de Sol LeWitt. As instruções propõem a execução de um desenho (sobre a totalidade duma parede, de escala arquitectónica), e apresentam pares de quatro tipos de linhas — rectas, onduladas, arqueadas e tracejadas — que se cruzam a partir dos cantos ou lados dos quadrados que ocupam em todas as 190 possíveis combinações dentro de uma grelha regular.

    Num encontro preliminar e online, Ana Cardoso faz uma introdução à sua Obra e à de LeWitt e propõe alguns exercícios, reflexões e leituras aos participantes. Na sessão presencial aplicam-se as ideias e executa-se a pintura sobre azulejo.

    AMBIENTE FLUTUANTE será concluído com a instalação da peça colaborativa num espaço público da cidade de Montemor-o-Novo.

    AMBIENTE FLUTUANTE acontece em duas sessões:

    18 de Setembro (online) 14h-15:30h

    25 de Setembro nas Oficinas da Cerâmica e da Terra, em Montemor-o-Novo, 10h – 16h (almoço 13h-14h)

    Lotação: 9 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    65€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    +INFO/INSCRIÇÕES

    PROCURA-SE CASA – Os Espacialistas

    18 e 19 de Setembro 2021

    As casas nascem, crescem, vivem, reproduzem(-nos), envelhecem e morrem como nós. Visitam-se umas às outras através dos sonhos e das memórias de quem se demora nelas.

    Têm corpo. São corpo. São o v/entre doméstico da vida e da morte. São sopros i/materiais. São a resposta poética do corpo às contingências i/morais da natureza. Têm de ser r/existência. São máquinas ontológicas de re/produção de desejo e afectos. Têm chaminés e lar/eiras de tijolo. São “tomadas” de hesitação e consciência.

    Conscientes de que uma casa é o reflexo fisiológico das necessidades reais e imaginárias do corpo humano, Os Espacialistas partem em direcção ao espaço à procura de casa, à procura do lugar do corpo que faz casa, do lugar do corpo que é casa, da casa anatómica amassada do corpo.

    Entre corpos e casas, a partir das palavras e das coisas que nos entornam vamos esgotar todas as possibilidades de errar, esvaziar, falhar, hesitar, ligar e reparar cada vez melhor n/as casas invisíveis que nos envolvem e que só a intensidade da visitação de cada gesto físico/imaginário da nossa atenção pode fazer aparecer.

    As casas querem corpo. Quem casa quer corpo. O corpo quer casa.

    O que pode um corpo? Pode ser uma casa (de jogo). O que pode uma casa? Pode ser um corpo em jogo (sem orgãos).

    Os Espacialistas são pro/curadores de casas. Não há casas sem corpo nem corpo sem ca(u)sas.

    Venham PRO/CURAR casas connosco!

    Locais: Telheiro da Encosta do Castelo + Castelo de Montemor + Cidade

    Horário: 10h-18h

    Lotação: 12 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    90€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    EM TORNO DE OBJECTOS COMUNS – Belén Uriel

    2 e 3 de Outubro | 9 e 10 de Outubro 2021

    Este workshop consiste num exercício de experimentação plástica em torno de objectos comuns, de uso quotidiano, entendidos como extensões do próprio corpo.

    Propomos explorar o potencial escultórico destes objectos, tomando em consideração as relações inerentes à sua produção, materialidade e uso. Estes objectos serão transformados, alterando a materialidade e forma, mantendo ainda assim, a referência à sua origem.

    Através da criação de moldes de gesso, as formas serão replicadas, reorganizadas e reconfiguradas, de modo a conceber um novo objecto. A tiragem por via líquida de peças cerâmicas – um processo intimamente ligado aos meios de produção em massa de objectos comuns – é a técnica adoptada neste workshop.

    Será potenciado o trabalho em torno da relação recíproca entre um objecto e o corpo que o usa, salientando-se a ideia de ‘impressão corporal’ que se preserva e explora nos objetos aqui produzidos.

    Oficinas da Cerâmica e da Terra 

    Horário: 10h-18h (4 dias)

    Lotação: 8 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    160€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    SILÊNCIO E HORIZONTE ACÚSTICO – Ricardo Jacinto

    5 de Outubro 2021

    Sendo o horizonte acústico definido pela “maior distância, em todas as direções, de onde os sons podem ser ouvidos”, podemos sugerir que só além desse limite perceptivo existe silêncio, e que este é imaginado. O Silêncio torna-se assim um exercício de especulação e apresenta-se como o horizonte do som. Como podemos explorar criativamente este horizonte?

    Esta oficina terá inicio na blackbox das Oficinas do Convento, estendo-se a uma caminhada passando por várias localizações na cidade de Montemor-o-Novo e arredores, e terminando numa instalação colectiva no espaço da blackbox. Terá a duração de um dia e será dividida em 3 momentos:

    10h às 13h – o primeiro compreende o contacto e discussão do conceito de Horizonte Acústico, acompanhado por exercícios de escuta e gravações sonoras em diferentes localizações da cidade de Montemor-o-Novo, que conduzirão os participantes a experimentar e materializar esta noção associando-a a lugares e situações específicas.

    13h às 14h – Pausa para refeição

    14h às 18h – o segundo momento centra-se na exploração de objectos cerâmicos como corpos ressonantes, através da utilização de tecnologias de emissão e captação sonora de contacto (transdutores e microfones), numa articulação desses objectos com as gravações de campo recolhidas no primeiro momento. Cada participante será convidado a pensar criativamente a relação entre os “corpos cerâmicos vibratórios”, o material sonoro recolhido e o espaço da blackbox.

    18h às 19h – Pausa para refeição

    19h às 21h – concretização de uma instalação recorrendo aos materiais recolhidos e experimentados ao longo do dia.

    a partir das 21h – apresentação livre do resultado da Oficina.

    Local: Oficinas do Convento

    Horário: 10h-21h (1 dia)

    Lotação: 8 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    Sugestões de Alojamento

    90€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    +INFO/INSCRIÇÕES

    NO BORDO DA LENTE – Armanda Duarte

    16 de Outubro 2021

    A ideia de microscópico, embora não dissociada da sua matriz científica, é aqui entendida como um movimento ínfimo, sujeito a gestos como abrir, destapar, esburacar, cavar, ou outros. Trata-se de uma abordagem de desenho – nas suas múltiplas expressões – em que uma ideia vinda do interior do corpo sofrerá novas e progressivas fases de transformação e aprofundamento.

    Um primeiro momento dá-se no interior de uma antiga cisterna na encosta do castelo.

    Aos participantes, é-lhes dito, previamente, para trazerem uma ideia de pequenas dimensões. Durante o encontro, essa ideia deverá encontrar, numa prega de sombra, numa concavidade da pele ou no vestuário, um lugar que a guarde. Neste movimento de transmutação, a ideia corporiza-se, tornando-se ideia coisa e tomando expressão (materialidade, configuração e medida), adequada ao lugar no corpo que a aloja.

    Um segundo momento acontece ao longo da descida do monte encimado pelas ruínas do castelo. Aí, a ideia guardada e transportada encontra uma outra morada: é introduzida no interior da terra, por baixo da pedra, entre as folhas, no interior da árvore, na toca da formiga, no estômago do gafanhoto, no vento ou no corpo de outro participante…

    Sofrerá, tal como no primeiro momento, uma adequação ao novo lugar.

    Finalmente, num terceiro momento, um novo desenho – representação (síntese sensível) das sucessivas transmutações da ideia original – será preparado e apresentado na exposição colectiva.

    Locais: Castelo de Montemor-o-Novo e Telheiro da Encosta do Castelo

    Horário: 10h-18h

    Lotação: 12 pessoas

    Almoço vegetariano incluído

    65€ (-10% estudantes, desempregad@s e reformad@s)

    +INFO/INSCRIÇÕES

     

    CONVERSAS À VOLTA DO CENTRO

    Agenda_2momento Agenda_3momento

    Além d@s 7 artistas, foram convidad@s 7 orador@s de várias áreas científicas e artísticas – astrofísica, filosofia, dança, programação cultural, arquitectura, curadoria e fotografia – para apresentar uma reflexão nas  CONVERSAS À VOLTA DO CENTRO.

    As CONVERSAS À VOLTA DO CENTRO acontecem em dois momentos:

    I

    6 de Novembro de 2021 em Montemor-o-Novo

    II

    Março de 2022 na Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa

    Nos mesmos dias das CONVERSAS, inauguramos a EXPOSIÇÃO com os trabalhos realizados nos WORKSHOPS e uma PERFORMANCE/ INSTALAÇÃO realizada para este evento por artistas convidados.

    Mais informações em breve.

     

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  • Raku Obvara

    On: 09/20/2021
    In: OCT, Oficinas
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    obvara

     

    Raku Obvara
    Oficina de Modelação e Queima a gás

    Modelação: 16 de Outubro
    Cozedura: 30 de Outubro

    Centro de Investigação Cerâmica OCT, Montemor-o-Novo

    Esta oficina tem como objectivo a partilha de conhecimento e experiência na modelação de peças e queima em Raku Obvara.
    No primeiro momento desta formação os participantes serão conduzidos pelos formadores na criação de peças, que serão queimadas num segundo momento numa mufla a gás através do processo de Raku Obvara. Esta é uma técnica de cozedura primitiva e utilizada para impermeabilizar as peças.
    Um pouco imprevisível, sempre surpreendente!

    Programa:
    Sábado, 16 de Outubro
    10h Receção aos participantes e apresentação
    11h Introdução ao Raku Obvara e reflexão sobre os trabalhos a executar; Início da modelação
    13h Almoço
    14h Modelação
    18h Preparação para a secagem
    18h30 Fim dos trabalhos

    Sábado, 30 de Outubro
    10h Receção aos participantes
    11h O processo de redução; Preparativos para a queima; Enfornas
    13h Almoço
    14h Início das queimas
    18h Lavagem das peças e arrumações
    18h30 Fim dos trabalhos

    Formadores: Leonor Mire / Ana João Almeida

    Público-Alvo: Artistas, ceramistas, estudantes, curiosos e público em geral.

    Inscrições: 20€ / Inscrições para telheiro@oficinasdoconvento.com
    Máximo 10 participantes / Almoço não incluído

    Mais informações: telheiro@oficinasdoconvento.com

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  • Exposição Pré-Histórias Queers

    On: 09/13/2021
    In: Exposições, OCT
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    Exposição Pré-Histórias Queers

    Inauguração – 17 de Setembro 2021 | 18h

    Exposição patente de 17 de Setembro a 17 de Outubro

    Horário: de Terça-Feira (apenas tardes) a Domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17:30h

    Convento de S. Domingos (Museu Arqueológico), Montemor-o-Novo

    cartaz a3“Usando artefactos de tempos passados da pré-história, outras narrativas arqueológicas são imaginadas e construídas dentro do museu. Pode o fantasma de um passado e património queer de sociedades pagãs distantes ser reativado, em coexistência e por apropriação de narrativas arqueológicas? Em produção com as Oficinas do Convento de Montemor-o-Novo, Pedro Queirós apresenta sobre a forma de artefactos cerâmicos, uma distorção de narrativas arqueológicas e passados distantes pré-históricos.”

     

    Pedro Queirós:

    Ceramista e artista visual, tem explorado o seu trabalho na área da escultura nos formatos da Cerâmica e Joalharia, onde aborda os temas da reativação do património queer através de reinterpretações de narrativas arqueológicas, o abandono do interior do território português a sua desertificação e ocupação destes espaços por identidades queers, e extractivismos da matéria em tempos de Antropoceno. Licenciou-se na ESAD das Caldas da Rainha em Design Gráfico e Multimédia, e posteriormente frequentou o curso de Joalharia do Ar.co em Lisboa, em 2017, onde desde então tem criado e exibido as suas obras.

    Vídeo da Residência 

    Pedro Queirós

     

     

     

     

     

     

     

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  • Residência Artística “OCUPAR”

    On: 05/06/2021
    In: OCT, Residências
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    Nuno Vasconcelos consagrou-se o grande vencedor do Concurso de Residências Artísticas Tijolo 2021, onde vai desenvolver o seu projecto “OCUPAR” na Oficinas do Convento.

    img12Com esta residência, o artista pretende abordar questões ambientais em duas vertentes diferentes utilizando para tal o mesmo material – TERRA CRUA.
    A – Por um lado a produção de resíduos gerados por escavações e demolições de edifícios, desperdiçando aquilo que pode ser matéria prima não só para BTC como também
    para taipa e rebocos ou outra técnica construtiva com terra crua.

    B – Por outro lado, a questão da preservação das espécies e sua biodiversidade, com foco especial para os insectos. Desprezados e ignorados pelo homem, a população de insec-
    tos tem vindo a diminuir drasticamente nas últimas décadas. Estes animais genericamente não gratos e que muitas vezes acabam entre a sola do sapato e o chão que pisamos, são essenciais para a preservação da biodiversidade não só de plantas como de animais.

    Na sequência do trabalho que o artista tem vindo a desenvolver nos últimos anos, Nuno pretende chamar à atenção para as demolições/escavações que estejam a acontecer à data da residência na cidade de Montemor-o-Novo reutilizando algum desse material para a produção de BTC os quais servirão para a criação de uma estrutura efémera a instalar na cidade, para ser ocupada por insectos e plantas.
    Mais do que o resultado final ou a criação de uma peça contemplativa, pretende-se dar ênfase ao processo, gestão de recursos e ao ciclo dos materiais, para além de promover a apropriação e ocupação de um espaço residual da cidade, tanto pelos seus moradores como por espécies de insectos característicos da região, sendo para tal importante a escolha do lugar desta instalação.

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