Heritales – Internatinal Heritage Film Festival

Cinema Heritales – Internatinal Heritage Film Festival

18 de Julho | 21:30h

Casa Branca

Palco Freixo

heritalesO CineClube & Fimoteca Municipal de Montemor-o-Novo em parceria com o Festival Heritales, associam-se este ano às Oficinas do Convento e ao evento, Pre0cupada com o intuito de levar o cinema à Aldeia de Casa Branca.

Qual a importância de um olhar, qual o interesse de reflectir e questionar as ideias de património de herança e de identidade. O que queremos como futuro. Estas são algumas das perguntas que nos surgem quando encontramos lugares como a Casa Branca. Lugares construídos para funções especificas, lugares que foram habitados, que foram vividos e deixaram memórias, agora esquecidos e perdidos na sua insignificância, perante as necessidades da sociedade actual. Contudo um novo olhar e uma nova percepção, em conjunto com a vontade de fazer acontecer, redescobrindo necessidades em detrimento da inutilidade e da apatia, resulta no renascimento, na reinterpretação de espaços e gentes, de funções e memórias para transformar o que ilusoriamente parece condenado ao fim, numa nova possibilidade de vida.
É com esta ideia na cabeça e coração, que exibiremos filmes. Com o propósito de inspirar a comunidade exactamente para essa luta contra a desertificação, contra o abandono, contra o baixar dos braços perante a inverosímil possibilidade de vitória da vontade e do esforço colectivo. O cinema é também uma forma de luta, de passar a mensagem, de contribuir, mudando para melhor as nossas vidas, e os lugares por onde passamos.
Se a cantiga é uma arma de intervenção, o cinema é a acção que a complementa.
LUSITANO CLUBE 111 ANOS E 10 DIAS  40 m                                Nuno Gervásio, Ricardo Reis (Portugal)                                                                                  Documentário que regista os últimos 10 dias de atividades do Lusitano Clube de Alfama, Lisboa. Chegou o dia que se temia: ao fim de 111 anos de existência, um dos mais antigos e emblemáticos clubes da cidade, foi obrigado a fechar portas. O edifício está vendido e será transformado em apartamentos de luxo. Neste documentário, sabemos mais sobre a história e relevância social da associação pela voz de sócios, ex-presidentes e população do bairro; registamos o último dia do clube, uma noite de Carnaval que se quis de festa memorável. Partimos deste caso concreto, observamos e questionamos uma Lisboa em mutação. Que Lisboa é esta e que cidade vamos ter no futuro para os que a habitam e a visitam?
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Raízes 8 m aprox.
de João Bonaparte Figueira
Numa pequena aldeia do Seixal, Paio Pires, encontramos vestígios de tempos que se foram há muito. É o caso do cinema de S. Vicente, localizado na rua principal, que, apesar de remodelado, ainda conserva a mesma arquitetura de quando foi construído na década de 1950 pelo empresário Manuel Bonaparte Figueira. Natural de Cabo Verde, da ilha de nome que viria a batizar o cinema, emigrou com a família para Lisboa aos sete anos, após a morte prematura do pai. Cem anos depois da chegada do meu bisavô em Lisboa, decidi procurar e desvendar o legado metafísico deixado por ele. Com o meu tio-avô José Bonaparte Figueira, fiz uma viagem que atravessou épocas, culturas e nacionalidades.
Cineclubismo na BF 20 m
de Carol Vilamaro
Na Baixada Fluminense, grupos culturais independentes iniciaram um movimento de cinema que leva o cinema ao espectador. Por mais de uma década, esses clubes de cinema têm um papel enorme na educação social das regiões dos subúrbios e no início de um diálogo para mudar o dia-a-dia dessas cidades. Este documentário mostra o papel de seis dos principais cinemas da Baixada Fluminense; Cineclube Mate com Angu, de Duque de Caxias; Cineclube Buraco do Getúlio, de Nova Iguaçu; Cineclube Donana, de Belford Roxo; Cineclube Cinema de Guerrilha, de São João de Meriti; Cineclube Xuxu com Xis, de Austin; e o Facção Feminista Cineclube, de Duque de Caxias. Esses clubes de cinema levam filmes a praças, bares, escolas e onde mais há um lugar para mostrar. Promover os clubes de cinema é preservar a possibilidade de se reunir, de se relacionar com o outro e o prazer de compartilhar e motivar as pessoas.
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A Saltar Muralhas 26 m aprox.
de Grazie Pacheco
A Saltar Muralhas é o primeiro documentário do projeto JANELAS DA MEMÓRIA. O projeto que intenta fomentar a preservação do patrimônio cultural, considerando o lugar como cenário de acontecimentos. Une memória ao registro documental afim de facilitar a elucubração dos processos sociais. Realizado em Elvas, dentro do Festival A Salto, esse primeiro documentário conheceu pessoas da pequena comunidade e pôde interagir com artistas de manifestações diversas.
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