Nuno Rebelo – concerto

4 Novembro – 19:00 – Ermida de S. Pedro da Ribeira (Montemor-o-Novo)
Entrada Livre – Inserido no encontro de Telheiros do Sul
images
Nuno Rebelo foi artista convidado para Residencia de Sonoscultura. Após uma semana intensiva de oficina Som e Espaço, que resultou numa exposição homonima, visitável agora na Galeria Municipal de Montemor-o-Novo, Nuno Rebelo mantem-se em Residência de Criação até dia 8 de Novembro e brinda-nos com um concerto no âmbito do Encontro de Telheiros do Sul.
Licenciado em Arquitectura pela ESBAL, dedicou-se desde logo exclusivamente à música, tendo integrado o grupo new wave Streetkids entre 1980 e 1982 e dirigindo os Mler Ife Dada de 1983 a 1989. De 1990 a 1992 dirigiu o grupo instrumental Plopoplot Pot e, entre 1993 e 1995, a Poliploc Orkeshtra, que acompanhou com música ao vivo os filmes mudos Nosferatu, de Murnau, e Douro, Faina Fluvial, de Manoel de Oliveira.
Em 1988 criou a música para a passagem de moda Manobras de Maio e, desde então, compôs também para vários filmes, peças de teatro e dança contemporânea. Foi o autor do hino da Expo ’98, da música e sonoplastia do espectáculo Oceanos e Utopias, no Pavilhão da Utopia da Expo ’98, e ainda da música para o espectáculo de fogo de artifício que marcou a abertura de Porto 2001 Capital Europeia da Cultura.
No teatro criou música para encenações de José Wallenstein, António Feio, Paulo Filipe Monteiro e Águeda Sena. No cinema, compôs para filmes de
José Nascimento, Edgar Pêra, Ricardo Rezende, Jorge António, Jorge Paixão da Costa, entre outros. Já na área da dança criou música para coreografias
de Paulo Ribeiro, Mark Tompkins, Vera Mantero, João Fiadeiro, Aldara Bizarro, Cosmin Manolescu, entre outros. Coreógrafos como Steve Paxton e Rui
Horta utilizaram música de Nuno Rebelo nas suas coreografias. Participou nos encontros coreográficos Skite (Lisboa, 1994) e European Choreographic Forum 5 (Dartington, Reino Unido, 1996).
Como guitarrista, o seu percurso levou-o à guitarra eléctrica preparada, tendo então evoluído no sentido de uma linguagem própria que aos poucos vai
deixando de parte a preparação do instrumento. Afirmando-se como guitarrista experimental e improvisador, tem tocado em diversos países com músicos como Peter Kowald, Gianni Gebbia, Jean Marc Montera, Kato Hideki, Shelley Hirsch, Michael Moore, Le Quan Ninh, Paolo Angeli, etc., bem como com a maioria dos improvisadores portugueses. Em 1993 começou a aplicar à guitarra portuguesa as técnicas até então desenvolvidas na guitarra eléctrica, tendo-a baptizado de guitarra portuguesa mutante.
Esta pesquisa, que continua actualmentea desenvolver, deu origem a projectos como As guitarras portuguesas mutantes!!! e So Happy Together (trio de Nuno Rebelo, Vítor Rua e Vera Mantero).

Comments are closed.