Exposições Permanentes

Exposições Permanentes Casa Branca

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Não Há Casos em Branco

Cooperativa Integral Minga

Exposição de arquivo de memórias de Casa Branca

Ao longo de 10 semanas, recolhemos dados para a construção duma exposição sobre o que é Casa Branca (como mote para pensar o que poderá ser), especialmente focado nos lugares comuns, memórias, histórias, costumes, pessoas e a relação com a linha ferroviária. Fotografias, cartas, mapas e ainda dispositivos interactivos que permitem a contribuição dos visitantes.

 

Gabinete de Curiosidades

Oficinas do Convento

Um Gabinete de Curiosidades é um lugar de concentração de experiências, combinações improváveis, de reunião e colecção, de contemplação e de desconhecido. Este Gabinete de Curiosidades da Oficinas do Convento é a recolha de vestígios dos projectos decorridos em 2018, mas não só. Mais do que apresentar o resultado das diversas residências, concertos, projectos gráficos, instalações e eventos, observamos os vestígios, protótipos, experiências e erros empreendidos no processo de concretização desses projectos. Reunimos peças de uma máquina em construção, feita de materiais e formas díspares, cores complementares e colagens improvisadas. Esta configura um lugar e um tempo em movimento, vagamente esquizofrénico na multiplicidade, linguagens, tecnologias e objectivos. Nos espaços atípicos e assimétricos do Convento de S. Francisco, do Telheiro da Encosta do Castelo, dos antigos Lavadouros públicos e do Laboratório de Terra encontramos o plural, o multifacetado e o colorido, pois todos os projectos são desenvolvidos por pessoas e grupos diversos, mais ou menos fixos, ora de locais e artistas próximos, ora de pessoas vindas do outro lado do mundo. É nesta mistura de experiências que tudo se unifica. É no frenesim da curiosidade insaciável, na vontade de explorar possibilidades, de ver com outros olhos e sentir de outras maneiras que procuramos um sentido para existirmos todos juntos, aqui. Esta exposição é por isso um reflexo deste Todo, desta máquina movida com tantas mãos, de quem se encontra para explorar, experimentar e partilhar um processo de descoberta e improviso. O trabalho da Oficinas do Convento é desde sempre feito por toda uma mescla de artistas, músicos, técnicos, especialistas de todas as áreas e entusiastas de outras mais e concentra-se em proporcionar oportunidades e condições de trabalho nestes domínios, oferecendo, não só um espaço de exposição, apresentação e discussão de ideias mas também uma Oficina onde tudo se pode realizar.

 

FOme X La Plus Petite Galerie du Monde au Portugal

Inkubator

Uma galeria em papel e a mais pequena galeria do mundo em Portugal juntam-se para ocupar a Pre0cupada, trazendo consigo cavalaria pesada repleta de artistas emergentes e radicalismos de veludo. Estes dois projectos distintos e irmãos ao mesmo tempo, encontram-se frequentemente e descomprometidamente em Palmela, apaixonados pela nova estação de arte Inkubator Portugal, propondo duas esposições de arte: um gabinete de curiosidades da Revista FOmE, que nele contém os artistas dos dois primeiros volumes da revista e La Plus Petite Galerie du Monde au Portugal curada por Inkubator e comprimida em caixas de fruta de madeira, onde cada caixa representa um artista/colectivo.

 

Trespasse

Pó De Vir A Ser

É uma exposição de esculturas em pedra de Pedro Fazenda, textos e ideias  de Mariana Mata Passos, produzida pela Associação Pó de Vir a Ser –  Departamento de Escultura em Pedra.

 

Chryso

Shammaes

O duo artístico Shammaes (composto pelos irmãos Michalis Shammas e Demetris Shammas) vai criar um projecto que mistura o contexto arquitectónico do espaço escolhido com a sua própria intervenção criativa numa experiência audiovisual coerente. Ao trabalhar com uma vasta gama de ferramentas que incluem mecanismos cinéticos, manipulação de som e luz, design de algoritmo e composição, como também o uso de materiais simples como a areia ou a água, o projecto vai tentar criar uma atmosfera de um tempo distorcido e um sentimento de emoção suspensa. A experiência vai explorar matérias como o balanço e interferência entre os ritmos artificiais e naturais, e uma complexidade envolvente através da repetição e sobreposição.
Este trabalho realizado pelo Shammaes combina o contexto artístico dos dois autores, juntando, por um lado, as ferramentas do som e os mecanismos, e por outro, o design algorítmico e os media digitais. ao mesmo tempo que tenta satisfazer a procura comum do “natural” através do uso de tecnologia.

 

Nas Entre[Linhas]

Rodolfo Pimenta

 

Fim do Fim

Alma d’Arame e CIA. João Garcia Miguel

Fazer arte hoje é contaminado por quê?
Como sempre pode ser a vaidade o seu pedestal ou as perguntas, as dúvidas e os anseios.
Tudo isso são forças invisíveis partilhadas pelo artista quando sobe ao palco e debaixo da luz e em confronto com os olhares dos outros, move o gesto e fala. Seja o palco, um livro, uma guitarra ou uma pedra de onde nasce a flor. O artista situa-se e afunda-se entre dois buracos. Um buraco para trás e outro buraco para frente. O artista no
meio ascende ou afunda-se. Um olhar para fora e outro olhar para dentro. Um escutar do mundo e outra escuta do corpo. De dentro o artista recebe mensagens físicas, tremores, abalos, reflexos dos seus múltiplos e labirínticos mundos interiores. Do lado de fora é confrontado com lutas, combates, forças, apelos, ideias estranhas e estrangeiras, o desejo de ser muitas e todas as coisas num instante estendido tempos afora. Estes dois buracos conferem ao artista uma condição de vivência sobre a vertigem que fere a carne e a divide. É nele, no artista e nas suas impossíveis feituras químicas das solidões que o milagre surge.
Ao começar este trabalho sobre o Fim do Fim, AMÂNDIO ANASTÁCIO & JOÃO GARCIA MIGUEL desceram as escadas das suas obras e assumiram cruzar capacidades. O tema — além das muitas ramificações possíveis que se ergueram — dito de forma sintética é a tensão entre o mundo herdado — do qual se sentem responsáveis —
e o mundo que sonham para com o qual sentem responsabilidades.
Pode conter a arte propósito de educação — ainda que seja do ser — que não empobreça a sua autonomia criadora? Que não retalhe a indeterminação necessária para o agir artístico. A educação para os antigos filósofos, foi acima de tudo um exercício para o saber viver em comunidade, uma convivência forçada e desejada em busca de um valor
em comum que elevasse as condições da vida. O combate para elevar o ser acima do buraco — que é como quem diz o ego individual — era um objectivo nobre e comum. Sobretudo, porque tinha uma componente ética maior. Ou seja, a tensão entre o individual e o colectivo era prioridade. Continha uma responsabilidade individual para com os outros baseada no respeito mútuo, que instaurava a harmonia e preservava a dignidade. Era uma luta permanente do ser.
Entre a sua natureza e o gesto que exprimia a relação com o outro.
Em termos actuais pode-se transferir esta luta entre o natural inscrito no corpo e a natureza do nosso ser social.
As nossas naturezas. A natureza natural e a natureza social.
Somos acima das coisas dos dias o prolongado tempo desta vivência num planeta que envia sinais visíveis e invisíveis de doença física e moral. Pode a arte agir neste campo da educação moral e social, afastando a ideia de fim das coisas?
De um fim que nos assalta e contamina tudo à nossa volta. Os objectos são feitos com um fim anunciado — uma obsolescência programada. Uma morte anunciada e programada. Aos poucos tornamos tudo em objectos obsolescentes. O mundo, a vida, a humanidade, as coisas. Vivemos para consumir e ser consumidos
escravos de omnipotente senhor ausente.
O fim é um trampolim, um conceito que nos desresponsabiliza. O fim de todas coisas é aceite de forma leve e inconsequente. Com a ilusão alegre de que a seguir ao fim há sempre um objecto novo e um recomeço. Este fim do fim é doença. Chaga na memória. Um esquecimento de tudo. O fim do fim é o fim de todas as coisas, sucessivamente
e em catadupa. É uma qualidade que nos liberta do medo e levanta véus.
Vivemos de um modo convencionado em que o sucesso se afastou do desenvolvimento do carácter e levantou o fim das coisas como um muro entre o que somos e o buraco que cresce por debaixo dos pés. O mundo que construímos é um buraco onde nos introduzimos. Há um buraco dentro e fora de nós que cresce sem cessar. Afundamo-nos como crianças enredadas em poesia enlouquecedora.
Falhamos a vida.

 

Trielo

Tiago Fróis

Do Spaghetti Western de Sergio Leone The Good, the Bad and the Ugly surge o momento de desempate crucial a 3 que aqui congelo através de um loop na criação de um espaço e tempo de tenção, como uma eterna pausa.

 

O Desenho nas Paredes

Renata Bueno e Susana Marques

Uma sala vazia, paredes descascadas, tintas que racham, manchas que insinuam.

Durante um dia, as artistas – Renata Bueno e Susana Marques – estarão presentes ouvindo o espaço e desenhando com ele, em intervenções de linhas e massas que, em consonância com a fala do espaço, figurem.

Dar forma, escrever nas paredes, atentas as marcas de outros e do próprio tempo. Quem por lá passar encontrará o processo.

O registro fotográfico dará conta de revelar o antes e o depois.

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