SONOSCULTURA – À PROCURA DO SOM PERDIDO

À Procura do Som Perdido, é um laboratório sonoro de criação musical sonora Ouvir-Vêr Ouvir que procura a melhor ligação de carácter visual sonoro no concerto performativo, ajustando-lhe novos sons e tons, oferecendo um contexto composicional de DESconstrusom e REconstrusom nunca atingindo uma forma final, evoluindo e desenvolvendo-se cada vez que é executada.

Neste laboratório (auditório, sala ensaios, anfiteatro….) estão posicionadas diversas esculturas sonoras instrumentos fazedores de sons e tons, pertença do artista, construídas através do aproveitamento de objectos normalmente considerados lixo, entre outros estranhos objectos sonoros, alunos do ensino secundário, estudantes de música do secundário ou conservatório, serão reunidos de modo a desenvolverem cumplicidades / discursos / experiências sonoras, que irão no final deste processo de trabalho culminar na criação de uma orquestra intitulada Workestrasomperdida a ser workestrada / apresentada ao público.

Este projecto procura explorar a dinâmica como objecto principal no som, trabalhando assim variações de velocidade, de intensidade e de timbre, e motivar os participantes para o desenvolvimento da sensibilidade sonora, do sentido crítico para a mudança de atitudes e de valores sobre o espaço envolvente.  A proposta do artista é o preenchimento da performance de Acção Directa na incessante procura do som perdido… que se espera não encontrar.

João Ricardo de Barros Oliveira

Natural de Viana do Castelo, trabalha entre Portugal e Alemanha, Berlim, onde centraliza o desenvolvimento da sua actividade de músico-escultor sonoro. Dedica-se predominantemente à criação de novos sons instrumentais. A dimensão da sua obra chega desde esculturas até à concepção de novos instrumentos musicais e objectos sonoros, construídos a partir de objectos recuperados do lixo. A criação de objectos esculturais capazes de produzir sons com identidade própria, que nunca estão prontos e evoluem sempre para novas e inusitadas sonoridades, a partir de “objects trouvés“ tem sido a sua cruzada de mais de década e meia de experimentação estética e sonora. O ensaio de novas linguagens sonoras num projecto que se alia à escultura e à transformação do lixo em arte sonora.

Colaborou com diversos artistas portugueses e estrangeiros, participou em numerosos festivais internacionais de música, dirigiu “workshops“ para crianças e seniores sobre construção de instrumentos a partir do lixo, apresentou a sua música na rádio e televisão na Noruega, Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Áustria e nos E.U.A compôs música para filmes de Anna Hoegh Krohn, no qual também actuou como protagonista.

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