BREVE MENTE – Próximas exposições

BREVE MENTE

– Galeria de Rua –

PRÓXIMAS EXPOSIÇÕES

 

Monfurado

de Tiago Fróis

>> 12 a 18 de junho

Janela para olhar sobre o ponto mais alto do concelho de Montemor-o-Novo, Mina de Monfurado.
Um Tempo, Uma Direcção

de João Rolaça

>> 19 a 25 de junho

Coleção de imagens recolhidas nos últimos anos em ocasiões diversas. Procuram um olhar estético sobre ocasiões de libertação e interação humanas numa exploração visual espontânea e sedimentada na confiança entre amigos. A constância cromática une as imagens e cria uma viagem narrativa que materializa o olhar e experiência do autor com a cidade e as pessoas.

 

Noon Walking

de Nuno Lemos

>> 26 junho a 2 julho

Imagens oriundas dum percurso que se concretizam numa Video-Instalação e em Pinturas.

 

Usar o ponto cego para fazer desaparecer o sol

de Aida Castro e Maria Mire

>> 3 a 9 de julho

Feche o olho esquerdo e fixe o olhar no triângulo. No ponto certo, o sol deve desaparecer. Curiosamente, o cérebro parece preencher o sol desaparecido com o céu circundante.

Dois elementos heterogéneos lado a lado sobre um mesmo plano permitem pela sua distância confirmar que somos parcialmente cegos, isto é, que existe uma mancha negra na retina que não é fotossensível. Se cruzarmos o olhar na direcção oblíqua, tapando um dos olhos, provocamos um eclipse. A mancha da direita é preenchida por um lastro de informação visual que a absorve num padrão mais ou menos homogéneo.

Os veículos também têm pontos cegos que escapam à visibilidade do condutor, sendo estes um limite de potenciais acidentes, especialmente nas ultrapassagens e marchas à retaguarda. Para compensar estes lapsos, existe uma gama de espelhos acoplados que permitem uma melhor avaliação da distância em que se encontram os outros a circular, e cuja forma varia entre planos, côncavos ou convexos.

As imagens preparadas para esta vitrine vertical, partem da (im)possibilidade de estar dentro de uma cápsula repleta de espelhos, a tentar ver melhor em velocidade. A repetição e a sequência afirmam os enganos e os ajustes permanentes da visão na experiência de circulação. Na beira da estrada os pontos de estagnação, esculturas funcionais que a vegetação solidificou, são objectos concretos que suportam qualquer situação entrópica, caso os espelhos venham a falhar.

 

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