Exposição “Usar o ponto cego para fazer desaparecer o sol” na BREVE MENTE

Aida Castro e Maria Mire

Usar o ponto cego para fazer desaparecer o sol (2017)

>> de 10 a 17 de julho

Esquema_ponto cego.001Feche o olho esquerdo e fixe o olhar no triângulo. No ponto certo, o sol deve desaparecer. Curiosamente, o cérebro parece preencher o sol desaparecido com o céu circundante. 

Dois elementos heterogéneos lado a lado sobre um mesmo plano permitem pela sua distância confirmar que somos parcialmente cegos, isto é, que existe uma mancha negra na retina que não é fotossensível. Os veículos também têm pontos cegos que escapam à visibilidade do condutor, sendo estes um limite de potenciais acidentes. Para compensar estes lapsos, existe uma gama de espelhos acoplados que permitem uma melhor avaliação da distância em que se encontram os outros a circular, e cuja forma varia entre planos, côncavos ou convexos.
As imagens preparadas para esta vitrine vertical, partem da (im)possibilidade de estar dentro de uma cápsula repleta de espelhos, a tentar ver melhor em velocidade. A repetição e a sequência afirmam os enganos e os ajustes permanentes da visão na experiência de circulação. Na beira da estrada os pontos de estagnação, esculturas funcionais que a vegetação solidificou, são objectos concretos que suportam qualquer situação entrópica, caso os espelhos venham a falhar.

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